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Consolidação do banco de germoplasmas murinos do CEMIB/UNICAMP para apoiar a pesquisa biomédica

Processo: 16/07294-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa Equipamentos Multiusuários
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: MCTI - Laboratórios Multiusuários
Pesquisador responsável:Rovilson Gilioli
Beneficiário:Rovilson Gilioli
Instituição-sede: Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica (CEMIB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Luiz Augusto Corrêa Passos
Assunto(s):Animais geneticamente modificados  Germoplasma  Embrião de animal  Técnicas de reprodução assistida  Espermatozoides animal  Criopreservação  Camundongos  Laboratórios multiusuários  Equipamentos multiusuários 
As informações de acesso ao Equipamento Multiusuário são de responsabilidade do Pesquisador responsável
Página web do EMU:http://www.cemib.unicamp.br/testes/laboratorios/criopreservacao.php
Tipo de equipamento:Processos Biológicos - Crescimento e manipulação - Cultura de células
Infraestrutura - In vivo - Sistemas de lavagem e irrigação
Fabricante: Fabricante não informado
Modelo: container de nitrogênio líquido + incubadora + microscópios óticos

Resumo

Nos últimos anos, o número de modelos animais geneticamente modificados (em especial camundongos e ratos) está aumentando drasticamente e não deverá reduzir o ritmo deste crescimento. A principal razão para isto é que atualmente estes animais estão muito sofisticados e são disponibilizados em grande variedade para a comunidade usuária. Como exemplos, destacamos duas importantes instituições: o ISTT1 (International Society for Transgenic Technologies) e o EMMA2 (European Mouse Mutant Archive), onde na primeira encontram-se instituições envolvidas com a produção de transgênicos e na segunda uma rede colaborativa onde os animais geneticamente modificados são estocados para fornecimento posterior. Enquanto no ISTT estima-se existir atualmente cerca de 4900 linhagens entre animais knockouts, transgênicos e mutantes, produzidos por 133 instituições em 27 países afiliados, no EMMA encontram-se armazenadas, 4050 linhagens de animais geneticamente modificadas distribuídas em 20 famílias e outras 2610 linhagens produzidas pelo consórcio IKMC/IMPC3,4 (International Knockout Mouse Consortium / International Mouse Phenotyping Consortium), um esforço coordenado que tem, entre outros objetivos, mutar todos os genes codificadores presentes no genoma do camundongo, de forma a que se possa descobrir e descrever a função biológica de cada um deles. Fica, portanto claro, que na prática é impossível receber; ampliar ou mesmo manter toda esta diversidade, tanto em razão dos custos como também porque os riscos da perda de seu padrão são enormes. A única alternativa viável é armazená-los criopreservados na forma de embriões; óvulos e espermatozoides. Além disso, a maioria dos animais transgênicos apresentam, frequentemente, deficiências em seus mecanismos de defesa, razão pela qual são muito susceptíveis a doenças infecciosas; manter estes animais vivos é bastante inseguro. Não obstante estas considerações, o futuro próximo sinaliza que também o trânsito de animais de laboratório deverá acontecer, quase que exclusivamente, na forma de embriões ou gametas. Com o apoio de pesquisadores de Hanover e do KFA da Alemanha, o CEMIB instalou o LabCrio, com a missão inicial de atender às necessidades do próprio Centro e da Unicamp. Atualmente encontram-se criopreservadas 57 linhagens de camundongos nos Bancos de Germoplasma da Unidade, sendo que algumas delas já não estão mais em produção no Centro. Contudo, a condição atual do LabCrio não permite qualquer ampliação em suas atividades, frustrando, tanto novas iniciativas no setor, como as solicitações de grupos da Universidade e externos a ela que chegam ao laboratório frequentemente. Paralelamente, nos últimos anos o LabCrio tem oferecido treinamentos a especialistas do Brasil e de outros países e se concedido o aporte solicitado, este programa poderá ser ampliado, contribuindo para que muitas das demandas locais de Instituições de pesquisa, sejam atendidas mais rapidamente e com pessoal próprio. Neste sentido, cumpre destacar que os protocolos em rotina no LabCrio, são os mesmos utilizados atualmente em Centros da Europa; Ásia e Estados Unidos. Este fato é fundamental pois favorece a aproximação do LabCrio com Centros especializados destas regiões que já atuam como redes colaborativas. Assim sendo, a aceitação da presente solicitação terá como consequências: a) a continuidade e aprofundamento de um aporte inicial concedido no passado pela FAPESP quando da instalação do programa CEMIB; b) contribuirá para uma expansão das atividades de rotinas em curso no laboratório; c) ampliará a possibilidade de formação de recursos humanos especializados e d) facilitará a participação do LabCrio do CEMIB em redes colaborativas do Brasil e de outros países, como o EMMA (European Mouse Mutant Archive). (AU)