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Automutilação em adolescentes: aspectos sociais, de personalidade, ansiedade e depressão e outro projeto: avaliação da exposição de crianças e adolescentes à violência doméstica no Brasil e Espanha: escala e narrativa

Processo: 16/09635-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 15 de agosto de 2016 - 14 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Beneficiário:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Pesquisador visitante: Jesus Garcia Martinez
Inst. do pesquisador visitante: Universidad de Sevilla (US), Espanha
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicopatologia  Ansiedade  Adolescência  Automutilação  Depressão  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

Na atualidade há forte interesse no comportamento de auto lesão em adolescentes. A violência auto-infligida é uma das formas de violência que a OMS reconhece como um problema de saúde pública. É verdade, no entanto, que a tipologia dessa violência difere da do suicídio, mas sua epidemiologia e natureza ainda não estão claramente diferenciadas. O principal objetivo do presente projeto é estudar como os adolescentes que se automutilam constroem diferencialmente seu mundo relacional e de significados em comparação que aqueles que não tem o mesmo comportamento. A amostra será composta por 200 adolescentes de ambos os sexos convidados em escolas e outras instituições do Brasil, separados em três grupos etários: Pré adolescentes de 10-11 Anos; adolescentes de a 12 a 18 anos e jovens de 19 a 20 anos. Buscar-se a compor as amostras com 100 participantes que praticam a auto lesão e 100 adolescentes que não manifestam essa conduta (grupo controle). Serão seguidos os mesmos procedimentos na Espanha em amostras de 30 adolescentes que praticam auto lesão e 30 controles. Os instrumentos a serem utilizados serão; a) escalas de depressão e ansiedade; b) Escalas medidas de traços de personalidade para adolescentes; c) Escalas de estratégias de copping ou enfrentamento; d) escalas de habilidades sociais; e) escalas de estilo parental. Esses instrumentos serão complementadas por estudos qualitativos de histórias tanto fictícias como autobiográficas e com o uso da técnica da rede. E do outro projeto: Avaliação da Exposição de Crianças e Adolescentes à Violência Doméstica no Brasil e Espanha: Escala e Produção Narrativa. Resumo: Considera-se que nas violências sociais e coletivas são vítimas também as pessoas afetadas pelo conflito, ainda que não participem diretamente, então é necessário considerar as crianças e adolescentes que vivem em lares ou contextos onde há variadas formas de violência, em especial a violência de gênero ou a violência contra o casal. As vítimas indiretas são também vítimas. O problema deve ser visto como um problema de saúde pública dada sua alta prevalência. Faltam instrumentos de avaliação que permitam fazer uma valoração eficiente da sintomatologia e problemática das crianças e adolescentes. Sabe-se que quando expostos à violência desenvolvem mais sintomatologia; e que a repetição continuada é o principal fator de risco a longo prazo. As crianças e adolescentes que são testemunhas da violência de casal também são vítimas diretas de outra classe de abusos no meio familiar. A co-ocorrência é um fator encontrado em diferentes estudos. Porém é necessário diferenciar as diferentes formas de violência que podem afetar crianças e adolescentes. A exposição precoce a diferentes formas de violência durante a infância ou a adolescência aumenta a probabilidade de condutas agressivas durante a idade adulta, evidenciam estudos. Assim, é importante o desenvolvimento de um instrumento que permita avaliar de forma risco e a prevalência das diferentes formas de violência que sofrem estes menores. Existem instrumentos desse tipo no âmbito anglo-saxão, especialmente o Children's Exposure to Domestic Violence Scale (Edleson, Johnson & Shin, 2007), que não foram adaptados em populações espanholas. Na atualidade está sendo desenvolvido o trabalho de adaptação no Brasil. A Escala de Exposição à Violência e composta por 42 itens que se referem a diferentes formas de violência a que podem estar expostos os crianças e adolescentes entre os 10 e os 16 anos. A escala é composta por três partes, uma primeira (10 itens) que mede os tipos de violência; a segunda (com 23 itens) mede o nível de exposição e a terceira (com 9 itens) traz informações sócio demográficas. (AU)

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