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Pesquisa de variantes genéticas nas osteocondrodisplasias raras pela técnica do sequenciamento do exoma completo

Processo: 15/21783-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Débora Romeo Bertola
Beneficiário:Débora Romeo Bertola
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Chong Ae Kim ; Maria Rita dos Santos e Passos Bueno
Assunto(s):Genética  Osteocondrodisplasias  Exoma  Mutação 

Resumo

As displasias esqueléticas ou osteocondrodisplasias são um grupo heterogêneo de doenças que comprometem a formação, crescimento e desenvolvimento do sistema esquelético, a grande maioria delas decorrente de variantes genéticas nas regiões exônicas dos genes. Na última atualização da nosologia das displasias esqueléticas de 2015, 436 doenças foram incluídas, agrupadas em 42 grupos de acordo com critérios clínicos, moleculares, bioquímicos e/ou radiográficos. A elucidação da base genética das doenças monogênicas ganhou um grande impulso recentemente, a partir do emprego da técnica do sequenciamento de nova geração, que permite a análise de um grande número de dados de forma massiva e em paralelo, como o sequenciamento de todas as regiões exônicas dos genes (exoma), local de maior concentração das variantes genéticas responsáveis por estas doenças. No presente, aproximadamente 80 destas 436 doenças (20%) ainda permanecem sem causa identificada.Nos últimos três anos, nosso grupo vem atendendo indivíduos portadores de osteocondrodisplasias em um ambulatório específico (ambulatório de displasias esqueléticas da Unidade de Genética do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), semanalmente. Diferentes displasias esqueléticas são contempladas, desde as mais comuns, como as relacionadas ao gene FGFR3 (acondroplasia. hipocondroplasia e displasia tanatofórica) e osteogênese imperfeita, até as displasias esqueléticas mais raras, como a displasia espondiloepifisária como distrofia de cones e bastonetes, cujo gene responsável (PCYT1A) foi identificado pelo nosso grupo em 2014, e outras ainda sem genes definidos, como uma displasia Grebe-like, com apenas dois casos descritos na literatura. A avaliação destes indivíduos inclui a historia clínica, exame físico detalhado e realização de radiografias. A partir do conjunto destes dados, o estudo molecular é direcionado para o gene envolvido. Este estudo pode ser realizado pelo sequenciamento tradicional de Sanger (no caso do estudo de mutações específicas ou genes pequenos) ou por um painel (pela técnica do sequenciamento de nova geração) de mais de 80 genes associados a displasias esqueléticas desenvolvido pelo grupo em conjunto com e Centro para Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, coordenado pela Prof. Dra. Maria Rita dos Santos e Passos Bueno. Neste período, 60 pacientes foram estudados por este painel, com detecção da variante patogênica em 38 deles (63%). A investigação clinica, radiológica e molecular de pacientes com alterações do sistema esquelético é fundamental não apenas para a assistência ao paciente doente, mas também para a orientação dos familiares, para a possibilidade de tratamento de outros casos e para o melhor entendimento médico da complexa via que leva uma mutação específica em um gene até o conjunto fenotípico tão variável dos pacientes. Este projeto contempla a realização da técnica do exoma dos casos raros de osteocondrodisplasias, nas quais, a base genética é desconhecida ou nos casos nos quais nenhuma variante patogênica foi identificada pelo painel de genes associados às displasias esqueléticas, com o objetivo de identificar novos genes associados às osteocondrodisplasias. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GUO, LONG; BERTOLA, DEBORA ROMEO; TAKANOHASHI, ASAKO; SAITO, ASUKA; SEGAWA, YUKO; YOKOTA, TAKANORI; ISHIBASHI, SATORU; NISHIDA, YOICHIRO; YAMAMOTO, GUILHERME LOPES; DA SILVA FRANCO, JOSE FRANCISCO; HONJO, RACHEL SAYURI; KIM, CHONG AE; MUSSO, CAMILA MANSO; TIMMONS, MARGARET; PIZZINO, AMY; TAFT, RYAN J.; LAJOIE, BRYAN; KNIGHT, MELANIE A.; FISCHBECK, KENNETH H.; SINGLETON, ANDREW B.; FERREIRA, CARLOS R.; WANG, ZHENG; YAN, LI; GARBERN, JAMES Y.; SIMSEK-KIPER, PELIN O.; OHASHI, HIROFUMI; ROBEY, PAMELA G.; BOYDE, ALAN; MATSUMOTO, NAOMICHI; MIYAKE, NORIKO; SPRANGER, JUERGEN; SCHIFFMANN, RAPHAEL; VANDERVER, ADELINE; NISHIMURA, GEN; DOS SANTOS PASSOS-BUENO, MARIA RITA; SIMONS, CAS; ISHIKAWA, KINYA; IKEGAWA, SHIRO. Bi-allelic CSF1R Mutations Cause Skeletal Dysplasia of Dysosteosclerosis-Pyle Disease Spectrum and Degenerative Encephalopathy with Brain Malformation. American Journal of Human Genetics, v. 104, n. 5, p. 925-935, MAY 2 2019. Citações Web of Science: 2.
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