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Preparação lipossomal de idarrubicina: novas tecnologias aplicadas ao desenvolvimento de alternativas ao tratamento de câncer de mama.

Processo: 15/21447-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Terezinha de Jesus Andreoli Pinto
Beneficiário:Terezinha de Jesus Andreoli Pinto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Ana Paula Valagão Amadeu Do Serro ; Daniela Dal Molim Ghisleni ; Irene Satiko Kikuchi ; Marina de Souza Braga ; Raquel Sofia Cardoso Galante
Assunto(s):Esterilização  Fármacos  Lipossomos  Ozônio  Neoplasias mamárias 

Resumo

As antraciclinas têm sido utilizadas na terapia farmacológica desde a década de 60, as primeiras foram a doxorrubicina e daunorricibina, sendo suas primeiras análogas em busca de um maior direcionamento para o órgão alvo e diminuição de cardiotoxicidade foram a epirrubicina, alternativa útil à doxorrubicina, e a idarrubicina, alternativa a aunorricibina. A idarrubicina é 10 vezes mais citotóxica que a daunorricibina, e com maior atividade em cultura de células humanas de linhagens de adenocarcinomas. Além disso, já foi demonstrado uma dose proporcional para um efeito anti-proliferativo em células de linhagem humanas de câncer de ovário, cérvix, mama e melanoma. Atualmente, duas frentes são alvos de estudo das antraciclinas, a primeira consiste no desenvolvimento de formulações fármaco-alvo, como lipossomas e nanocarreadores, e a segunda no desenvolvimento de novos análogos. Os lipossomas são utilizados em diversas áreas, dentre elas destacam-se as formulações lipossomais encapsulando antraciclinas que levam ao acúmulo preferencial nas áreas tumorais, liberação prolongada do medicamento no microambiente tumoral, evasão parcial de resistência ao tumor e um acúmulo limitado em tecidos saudáveis, diminuindo assim a cardiotoxicidade. Já foi demonstrado a eficiência da formulação lipossomal de antraciclinas envolvendo a doxorrubicina e daunorrubicina. Neste projeto o foco será o desenvolvimento de uma preaparação lipossomal inovadora de idarrubicina, capaz de atuar como alternativa ao tratamento usual do câncer de mama, para isto, será utilizada a esterilização a base de ozônio que, uma vez demonstrada a eficácia da esterilização permitirá que o processo produtivo seja realizado em condições não assépticas reduzindo custos referentes a produção em escala industrial. Assim, o presente trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de uma preparação lipossomal estéril diferenciada das disponíveis no mercado, a base de idarrubicina para uso humano, que se caracterize por apresentar menor cardiotoxicidade, maior direcionamento para o sítio tumoral resultando em maior qualidade, eficácia e segurança. (AU)