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Mesenchymal stem cell-like properties of CD133+ glioblastoma-initiating cells

Processo: 16/10063-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Lorena Favaro Pavon Porfirio
Beneficiário:Lorena Favaro Pavon Porfirio
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transformação celular neoplásica 

Resumo

O glioblastoma é composto por células tumorais, células do estroma tumoral e células-tronco CD133+. Relatos recentes descreveram a origem das células CD133+ de glioblastoma e sua função no microambiente tumoral. O presente trabalho buscou investigar as propriedades multipotentes e mesenquimais das células CD133+ que iniciam o glioblastoma primário. Para alcançar este objectivo, foram utilizadas as seguintes abordagens: i) geração de subspheres tumorais a partir de culturas de células primárias de glioblastoma humano; ii) Análise da expressão de marcadores de pluripotênica de células-tronco e marcadores de células-tronco mesenquimais (MSC) nas células CD133+ de glioblastoma; iii) caracterização ultra-estrutural das células CD133+, MSC e células-tronco hematopoiéticas CD133+; iv) avaliação da diferenciação adipogênica das células CD133+ glioblastoma; v) modelo experimental de glioblastoma ortotópico na ausência de imunossupressão. Descobrimos que as células CD133+ glioblastoma expressa tanto marcadores de pluripotência (NANOG, Mush-1 e SSEA-3), quanto marcadores mesenquimais. Além disso, as células CD133+ foram capazes de se diferenciar em células adipogênicas. A microscopia electrônica de transmissão (TEM) demonstrou que as células-tronco CD133+ de glioblastoma apresentavam características ultra-estruturais semelhantes às das MSCs indiferenciadas. Além disso, quando administrado em modelo experimetnal em animais não imunocomprometidos, as células CD133+ também foram capazes de reproduzir o fenótipo tumoral, o qual lhe deu origem. Em resumo, a célula CD133+ de glioblastoma expressa assinatura molecular de MSC, células-tronco neurais e células-tronco pluripotentes, permitindo, assim, possivelmente, a diferenciação em ambos os tipos de células neuronais e mesodermais. (AU)