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50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile\ volume i: a construção das mulheres como atores políticos e democráticos: os casos do Brasil, Argentina e Chile

Processo: 16/09395-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Eva Alterman Blay
Beneficiário:Eva Alterman Blay
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/23065-8 - 50 anos de feminismo (1965-2015): novos paradigmas, desafios futuros, AP.TEM
Assunto(s):Feminismo  Gênero  América do Sul  Estudos de gênero 

Resumo

Nos últimos cinquenta anos, o movimento feminista da América Latina conduziu uma mudança cultural visível sobretudo no trabalho, na educação, na estrutura familiar, na política e no uso das mídias escritas, visuais e digitais. Contudo, foram necessários anos de mudanças progressivas, o passado resistindo em confronto com o presente. Nas últimas décadas, a sociedade e, em particular, as mulheres atravessaram tempos de ditadura até o alcance da democracia; na etapa contemporânea, se desenvolvem processos de construção de novos paradigmas culturais, a incorporação de novas tecnologias, como a virtual, e velhos e novos conflitos entre os movimentos sociais. Os movimentos de mulheres do Brasil, da Argentina e do Chile são dos mais destacados nos círculos internacionais. Elas se articulam em múltiplas formas de associativismo, das organizações identitárias às redes multi-identitárias (Warren, 2007). Fóruns e redes de organizações da sociedade civil - muitas delas no Brasil -, com representação em Brasília e que hoje alcançam interface com o Estado junto aos parlamentares e servidores da burocracia estatal, influenciando na implementação de políticas de promoção de direitos civis e sociais. Os panoramas cultural e ideológico prevalecentes na América Latina nos últimos cinquenta anos receberam diferentes influências que marcaram os movimentos de resistência. No Brasil, na Argentina e no Chile, antes do aprofundamento no debate teórico - essencialismo versus diferença -, havia a tarefa urgente de reconquistar a democracia e a ampla cidadania das mulheres. Essa passou a ser uma tarefa primordial, mesmo que não exclusiva, do movimento feminista. Durante o período ditatorial, Brasil, Argentina e Chile priorizaram a luta democrática feminista.Esta publicação é fruto dos dois primeiros anos de atividade do projeto "50 Anos de Feminismo (1965-2015): Avanços e Desafios. Argentina, Brasil e Chile", que iniciou suas atividades no Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo em 2012. Em síntese, o objetivo da pesquisa é avaliar e comparar os processos de transformação da condição de gênero no Brasil, na Argentina e no Chile, países que atravessaram etapas sociopolíticas paralelas e que iniciaram o século XXI elegendo mulheres para a presidência da República.O projeto temático, que recebeu o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), procurou definir uma proposta que abrangesse os temas prioritários dos movimentos feministas sul-americanos tratados nos últimos cinquenta anos. As discussões iniciais foram beneficiadas pela participação de acadêmicas, estudantes de graduação e pós-graduação, militantes feministas e promotores de políticas públicas voltadas às mulheres dos três países. Ao longo dos anos foram muitos os encontros, seminários, reuniões - nacionais e internacionais - nos quais as pesquisadoras do grupo apresentaram e discutiram seus estudos e artigos escritos. A correspondência com as acadêmicas da Argentina e do Chile tornou-se parte das ações do projeto dentre as muitas atividades que possibilitaram contatos com autores e organizações de estudos sobre feminismo. Os esforços intelectuais desse primeiro momento ofereceram subsídios e elementos para a compreensão das especificidades dos feminismos em cada país e de seu impacto nos mais variados campos. As pesquisadoras do grupo têm enfoques diferentes de pesquisa - diversidade que notadamente deu o tom desta publicação, que é a materialização de nossas primeiras reflexões no âmbito do projeto. Esperamos que este material sirva de inspiração para gerações futuras de pesquisadoras feministas e de pontapé inicial para novos questionamentos e análises. Esperamos também que a leitura seja útil e prazerosa a todas as pessoas interessadas no tema. (AU)

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