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Estudo do envolvimento do Leucotrieno B4 no controle do processo de angiogênese acoplado à osteogênese na condição de artrite

Processo: 16/08890-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Rodrigo Cardoso de Oliveira
Beneficiário:Rodrigo Cardoso de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados:Camila Peres Buzalaf ; Willian Fernando Zambuzzi
Assunto(s):Leucotrienos  Osteoclastogênese  Osteogênese  Fatores de crescimento do endotélio vascular  Angiogênese 

Resumo

A angiogênese e a osteogênese são processos interligados durante o desenvolvimento do esqueleto. Células endoteliais e ósseas secretam vários mediadores que auxiliam na comunicação entre essas células para estabelecer a homeostase óssea adequada. O leucotrieno B4 (LTB4) é um fator de degradação óssea, secretado na artrite em condições inflamatórias por vários tipos de células, incluindo as células ósseas tais como, osteoblastos e osteoclastos. Embora a maior parte do conhecimento baseia-se na atividade de reabsorção óssea mediada por leucotrieno, o mecanismo de ação do LTB4 a partir de osteoblastos para conduzir a osteoclastogênese é desconhecido, especialmente a contribuição de células endoteliais. As células endoteliais expressam o receptor de LTB4 (BLT1), e a sua ligação aumenta a angiogênese mediada pelo Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF). VEGF é um fator secretado também conhecido por induzir a diferenciação de osteoblastos e a expressão do ligante do receptor do ativador do fator nuclear kappa B (RANKL), além de induzir diretamente a osteoclastogênese. Nossa hipótese é que VEGF endotelial pode ser um alvo para os LTB4 derivados das células ósseas para aumentar osteoclastogênese na condição de artrite reumatóide. Assim, o objetivo deste estudo é avaliar o envolvimento do LTB4 na interligação entre as células endoteliais e células ósseas dependentes de VEGF durante esqueletogênese. Para isso, células endoteliais vasculares ósseas primárias serão tratadas com LTB4 e a expressão de VEGF será avaliada. Em seguida, o efeito direto ou indireto (dependente de osteoblastos) de VEGF secretado na osteoclastogênese será determinado. A contribuição de osteoblastos e osteoclastos como fonte de LTB4 para induzir a superexpressão de VEGF será também avaliada por meio de co-cultura. Os resultados de experimentos in vitro serão adicionalmente validados in vivo, usando um modelo animal de artrite. Após tratar os camundongos com artrite com o antagonista do receptor BLT1, os níveis de VEGF no vaso sanguíneo ósseo, os níveis do marcador de reabsorção óssea CTX e níveis de VEGF no soro serão quantificados. Estudando o novo papel do LTB4 na interligação entre células endoteliais e ósseas mediadas por VEGF poderá trazer novas perspectivas de alvos terapêuticos para a perda óssea em condições de artrite. (AU)