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Ocorrência natural de Edhazardia aedis e sua viabilidade para o controle biológico de Aedes Aegypti no Estado de São Paulo, Brasil

Processo: 16/08990-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho
Beneficiário:Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Artur Trancoso Lopo de Queiróz ; Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello
Assunto(s):Aedes aegypti  Controle biológico  Controle biológico de vetores 

Resumo

Os mosquitos da espécie Aedes aegypti são importantes vetores de agentes etiológicos ao homem, já tendo sido associados a surtos de dengue, zika, febre amarela, e o vírus da encefalite de Saint Louis. As estratégias de controle têm sido realizadas, majoritariamente, através da aplicação de inseticidas químicos, que apresentam desvantagens, tais como: seleção de resistência nas populações de inseto alvo e alto custo de desenvolvimento de novas moléculas para uso em populações resistentes; não possuem especificidade, atuando então sobre organismos não alvo; e podem ser tóxicos para vertebrados. Dessa forma, há uma demanda crescente por alternativas aos inseticidas químicos. O controle biológico tem se mostrado de grande valia para o controle de invertebrados em saúde pública, uma vez que se caracteriza pelo uso de organismos patógenos altamente especializados aos insetos alvo. Além disso, por serem organismos vivos, ou produtos dos mesmos, apresentam uma taxa de seleção de resistência quase nula, e muito vantajosa se comparada à dos inseticidas químicos. O presente estudo tem como objetivo identificar, isolar e realizar a caracterização molecular de patógenos de Aedes aegypti com transmissão transovariana e com potencial para a utilização em atividades de controle e manejo integrado. Para tanto serão realizadas coletas quinzenais de ovos através de armadilhas de oviposição instaladas em vários pontos do estado de São Paulo. Esses ovos serão eclodidos e as larvas resultantes triadas em busca de sinais de infecção por Edhazardia aedis. A infecção será confirmada através de análise morfológica dos esporos, e molecular, pela amplificação de um fragmento da região 16s rDNA e conseguinte filogenia dos microsporídeos. Bioensaios de susceptibilidade e mortalidade serão realizados para os parasitas encontrados a fim de avaliar sua viabilidade para o controle de A. aegypti. (AU)