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Mecanismos neurobiológicos envolvidos nas consequências emocionais tardias da privação maternal

Processo: 15/26364-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Deborah Suchecki
Beneficiário:Deborah Suchecki
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Carlos Eduardo Neves Girardi
Auxílios(s) vinculado(s):17/50378-0 - Infantile stress and neuropeptide Y (NPY) role in vulnerability of adolescent rats to development of PTSD, AP.R
Assunto(s):Privação materna  Estresse psicológico  Corticosterona  Neuropeptídeos  Modelos animais 

Resumo

Estudos epidemiológicos mundiais e nacionais indicam alta prevalência de transtornos emocionais na população, desde adolescentes até adultos. O estresse diário representa um importante fator de risco para indivíduos vulneráveis a desenvolver transtornos psiquiátricos e essa vulnerabilidade pode ser decorrente da inter-relação entre o arcabouço genético e a exposição a eventos adversos durante períodos críticos para o amadurecimento do sistema nervoso central, tal como o período de hiporresponsividade ao estresse, uma fase que se inicia aos 4 dias e termina aos 14 dias de vida. Estudos pré-clínicos e clínicos demonstram que o estresse perinatal pode alterar a atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal permanentemente, resultando em respostas hormonais de estresse inadequadas (tanto reduzidas quanto exageradas). O paradigma de estresse neonatal utilizado por nosso grupo refere-se à privação maternal (PM) por 24 h, em dias específicos do desenvolvimento, particularmente nos dias pós-natais (DPNs) 3, 9 e 11. Estudos prévios mostram que ratos machos e fêmeas adultos submetidos à PM nos dias 3 ou 11 de vida apresentam aumento do comportamento ansioso, justificado pela redução nas concentrações de taurina no hipocampo de machos e de GABA em hipocampo de fêmeas. Esses resultados, entretanto parecem depender das condições de alojamento dos animais antes dos testes comportamentais, já que mostramos que o alojamento individual de ratos machos submetidos à PM nas mesmas idades reduziu o comportamento ansioso, justificado por redução das concentrações de serotonina e noradrenalina na amígdala. Em ratos machos e fêmeas adolescentes, a PM no dia 3 produziu um fenótipo claramente ansioso e depressivo, enquanto que no dia 11 não observou-se comportamento ansioso, mas sim, depressivo. Esses resultados encontram consonância com a imunorreatividade para neuropeptídeo Y na amígdala basolateral e no hipocampo dorsal. Recentemente, demonstramos que adolescentes machos submetidos à PM no dia 9 de vida e desfiados com uma injeção de salina ao final do período de privação apresentaram alterações comportamentais relacionadas à PM ou à injeção de salina, mas em nenhum momento, ouve interação entre os dois estressores. Esses resultados indicam que sistemas diferentes podem ter sido recrutados em resposta a esses dois estressores. Sendo assim, nossos resultados prévios demonstram que a PM é um fator de vulnerabilidade para desencadeamento de transtornos afetivos e que sistemas de neurotransmissão e de neuropeptídeos participam de forma importante nessas alterações comportamentais. O presente projeto guarda-chuva, tem por objetivo, investigar a neurobiologia subjacente às alterações comportamentais induzidas pela PM por meio de abordagens neuroquímicas, farmacológicas e moleculares, que serão explicadas em cada um dos projetos. Espera-se, ao final da execução dos subprojetos que compõem essa proposta, que possamos propor novas abordagens terapêuticas para os transtornos afetivos e/ou compreender como abordagens tradicionais alteram os sistemas em questão para produzir os benefícios terapêuticos esperados. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MIRAGAIA, ALEXANDRA S.; DE OLIVEIRA WERTHEIMER, GUILHERME S.; CONSOLI, AMANDA C.; CABBIA, RAFAEL; LONGO, BEATRIZ M.; GIRARDI, CARLOS E. N.; SUCHECKI, DEBORAH. Maternal Deprivation Increases Anxiety- and Depressive-Like Behaviors in an Age-Dependent Fashion and Reduces Neuropeptide Y Expression in the Amygdala and Hippocampus of Male and Female Young Adult Rats. FRONTIERS IN BEHAVIORAL NEUROSCIENCE, v. 12, AUG 7 2018. Citações Web of Science: 2.
SUCHECKI, D. Maternal regulation of the infant's hypothalamic-pituitary-adrenal axis stress response: Seymour ``Gig' Levine's legacy to neuroendocrinology. Journal of Neuroendocrinology, v. 30, n. 7, SI JUL 2018. Citações Web of Science: 3.
CABBIA, RAFAEL; CONSOLI, AMANDA; SUCHECKI, DEBORAH. Association of 24h maternal deprivation with a saline injection in the neonatal period alters adult stress response and brain monoamines in a sex-dependent fashion. STRESS-THE INTERNATIONAL JOURNAL ON THE BIOLOGY OF STRESS, v. 21, n. 4, p. 333-346, 2018. Citações Web of Science: 2.
MACHADO, RICARDO BORGES; SUCHECKI, DEBORAH. Neuroendocrine and Peptidergic Regulation of Stress-Induced REM Sleep Rebound. FRONTIERS IN ENDOCRINOLOGY, v. 7, DEC 23 2016. Citações Web of Science: 1.

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