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Avaliação dos efeitos da toxina do Bacillus anthracis reengenheirada, ativada pela urokinase (UPA) e metaloproteinases (MMPs), para o tratamento de melanomas e de outras neoplasias de cães

Processo: 15/16776-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Maria Lucia Zaidan Dagli
Beneficiário:Maria Lucia Zaidan Dagli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia veterinária  Toxinas  Metaloproteinases  Melanoma  Cães 

Resumo

Os melanomas são neoplasias malignas frequentemente diagnosticadas na cavidade oral de cães. No Brasil, num estudo de 1813 neoplasias, realizado na Universidade de São Paulo de 1993 a 2002, verificou que 3% (n=58) desses casos eram tumores melanocíticos. Em outro estudo com 130 casos de neoplasias da cavidade oral, 33,07% eram melanomas, 9,23% SCC e 2,31% fibrossarcomas; resultados semelhantes foram observados em 200 casos de tumores orais num serviço de odontologia privado, sendo 26,5% de melanomas orais, 10,5% SCC e 5,5% fibrossarcomas. Um comportamento comum aos melanomas orais (OM) é a infiltração focal, recidiva e metastases para os linfonodos regionais e pulmões. Este comportamento biológico assemelha-se àquele do melanoma humano. A natureza agressiva do melanoma de mucosa oral em cães e humanos, aliada ao curto tempo de sobrevida após a cirurgia, ressaltam a importância do desenvolvimento de novas terapias eficazes para o tratamento dos MO. O objetivo deste estudo é avaliar o potencial terapêutico da toxina reengenheirada do Bacillus anthracis, ativada pela uroquinase (uPA) e metaloproteinase (MMP) chamada PA-U2-R200A + PA-L1-I210A + LF em ensaios pré- clínicos e clínicos fase I em MO espontâneos de cães. Para tanto, amostras de MO espontâneos de cães serão obtidas junto ao Serviço de Cirurgia do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi. A toxina reengenheirada e purificada do Bacillus anthracis, constituída por 3 partes - PA-U2-R200A, PA-L1- I210A e LF, será gentilmente cedida pelo laboratório de Doenças parasitárias do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, National Institutes of Health, Bethesda, Maryland, EUA para um estudo em parceria com o Prof. Dr. Shihui Liu. Camundongos atímicos serão transplantados com as linhagens de células de melanoma canino CML-2 e CML-13 para serem tratados com a toxina reengenheirada. Além disso, cães com MO espontâneos serão utilizados para o ensaio clinico de fase 1 com a toxina reengenheirada, se os testes in vitro e em animais de laboratório forem positivos. Sendo os resultados positivos, ou seja, inibitórios para o melanoma do cão, testaremos também o uso desta toxina reengenheirada em outras neoplasias caninas, como osteossarcomas e neoplasias mamárias. Esperamos, desta forma, obter nova terapia para o MO canino, possibilitando o aumento da sobrevida desses pacientes (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NISHIYA, ADRIANA TOMOKO; NAGAMINE, MARCIA KAZUMI; MACKOWIAK DA FONSECA, IVONE IZABEL; MIRALDO, ANDREA CARINGI; SCATTONE, NAYRA VILLAR; GUERRA, JOSE LUIZ; XAVIER, JOSE GUILHERME; SANTOS, MARIO; MASSOCO DE SALLES GOMES, CRISTINA OLIVEIRA; WARD, JERROLD MICHAEL; LIU, SHIHUI; LEPPLA, STEPHEN HOWARD; BUGGE, THOMAS HENRIK; ZAIDAN DAGLI, MARIA LUCIA. Inhibitory Effects of a Reengineered Anthrax Toxin on Canine Oral Mucosal Melanomas. TOXINS, v. 12, n. 3 MAR 2020. Citações Web of Science: 0.

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