Busca avançada
Ano de início
Entree

ABRIGO OU CASA? Desenvolvimento moral de crianças e adolescentes abrigados.

Resumo

O livro "ABRIGO OU CASA? - Desenvolvimento moral de crianças e adolescentes abrigados" trata de reflexões a respeito das possibilidades de trabalho junto a crianças e adolescentes abrigados de modo que suas necessidades físicas, afetivas, educacionais e sociais sejam atendidas. A obra relata a experiência de pesquisa em um Abrigo Institucional que durou aproximadamente três anos. Para esse estudo utilizou-se o trabalho de diagnóstico e intervenção que visou a constituição de um ambiente favorável ao desenvolvimento moral dessas crianças e adolescentes. O trabalho na instituição de abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco social contou com a participação dos funcionários e acolhidos; desse modo, o estudo foi enriquecido com a análise e reflexão advinda dos comentários, atitudes e respostas dos participantes ao trabalho tanto junto aos pesquisadores como na rotina da instituição. A pesquisa e a própria análise dos dados teve como referência principal a teoria de Jean Piaget. Além disso, o livro traz para discussão dois capítulos teóricos: um apresentando o tema do estudo, contextualizando historicamente o tratamento das crianças e adolescentes institucionalizadas no Brasil e a situação dos serviços de acolhimento pós-ECA, como também a preocupação em atender ao direito constitucional do desenvolvimento moral; o outro busca explicitar, sob a perspectiva teórica piagetiana, o desenvolvimento moral, as questões de educação moral em indivíduos que vivem em instituições de acolhimento e a caracterização teórica de um ambiente sociomoral. Outros três capítulos retratam a discussão dos prosseguimentos, desafios, dificuldades e perspectivas que o estudo proporcionou, fomentando assim, a reflexão não apenas dos resultados obtidos, mas também da experiência de envolvimento de pesquisadores e sujeitos em unidade na busca por um ambiente sociomoral favorável ao desenvolvimento da autonomia das crianças e adolescentes acolhidos, buscando, com isso, amenizar as limitações dos próprios pesquisadores e a vulnerabilidade dos funcionários acarretada pelo trabalho em instituição ou na vulnerabilidade das crianças e adolescentes pela vivência fora do convívio de sua família em serviços de acolhimento. (AU)