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Estudo dos efeitos preventivo e terapêutico do exercício físico sobre a hiperalgesia induzida por estresse por subjugação social em camundongos e mecanismos neuroplásticos associados

Processo: 15/26777-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2016 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Cesar Renato Sartori
Beneficiário:Cesar Renato Sartori
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Carlos Amilcar Parada ; Elayne Vieira Dias ; Ivan José Magayewski Bonet ; Marco Oreste Finocchio Pagliusi Junior
Assunto(s):Hiperalgesia  Neurociências  Estresse  Plasticidade neuronal  Exercício físico  Depressão  Dor 

Resumo

Apesar da dor não figurar entre os sintomas da depressão, estudos epidemiológicos indicam estreita associação e co-morbidade entre transtorno depressivo e dor crônica. De acordo com isso, diversas características clínicas e biológicas são compartilhadas entre dor e depressão; sendo que várias estruturas neuroanatômicas, circuitos neurais e sistemas de neurotransmissores apresentam alterações similares nestas duas condições. Em patologias crônicas comumente se observa uma interação entre predisposição genética e eventos ou circunstâncias ambientais determinando o seu desenvolvimento. Dentre os eventos ambientais, o estresse crônico parece ser um fator crucial para o desenvolvimento da depressão; além de estar também associado a condições de dor crônica. Estudos têm demonstrado que tanto no caso dos comportamentos do tipo depressivo quanto naqueles associados à dor crônica, devem ocorrer alterações neuroplásticas em diversas estruturas do Sistema Nervoso. Uma das estruturas que tem recebido crescente atenção é o Sistema Dopaminérgico Mesolímbico, cuja fisiologia pode ser afetada em condições de estresse crônico resultando em alterações neuroplásticas mal-adaptativas que contribuem para o estabelecimento de disfunções associadas com depressão e dor crônica. Tendo em vista as diversas e complexas relações entre estresse, depressão e dor de um modo geral, há grande interesse científico em aprofundar os estudos nesta temática, uma vez que estes são escassos. Outro aspecto interessante que sugere a ocorrência de mecanismos neurofisiológicos comuns entre dor crônica e depressão é o fato de que as drogas mais eficazes para o tratamento de diversas condições de dor crônica são os antidepressivos. Além disso, outra abordagem com evidentes efeitos tanto anti-hiperalgésicos quanto antidepressivos é o exercício físico. De fato, o exercício físico tem sido cada vez mais indicado como intervenção clínica não farmacológica para o alívio de sintomas em condições de dor crônica; de forma similar, extensiva pesquisa suporta que o exercício físico é capaz de diminuir a incidência e a gravidade da depressão. Embora os mecanismos fisiológicos através dos quais o exercício físico produz seus efeitos antidepressivos ainda não estejam completamente esclarecidos, diversos estudos com modelos animais revelam que a atividade física promove efeitos fisiológicos similares àqueles promovidos por drogas antidepressivas envolvendo principalmente fenômenos de neuroplasticidade na formação hipocampal. Por outro lado, são de fato raros os estudos abordando os mecanismos fisiológicos subjacentes ao efeito anti-hiperalgésico do exercício físico. Neste contexto, vale ressaltar que não há relatos na literatura a respeito dos efeitos do exercício físico sobre fenômenos de neuroplasticidade no Sistema Mesolímbico Dopaminérgico no contexto da depressão e tampouco da dor crônica. Assim sendo, o presente projeto propõe a investigação das inter-relações entre o estresse crônico de natureza social e a modulação dos mecanismos envolvidos na sensibilidade nociceptiva, bem como nos processos de desenvolvimento de cronificação da dor em modelo animal. Além disso, pretende-se investigar o efeito modulatório do exercício físico nessa temática, pois, embora os recursos farmacológicos modernos ofereçam algum alívio em sintomas de dor crônica e depressão, as drogas utilizadas apresentam eficácia limitada e importantes efeitos colaterais, tornando imperativo do ponto de vista clínico a realização de estudos que venham a suportar o desenvolvimento de estratégias terapêuticas não farmacológicas inovadoras. A presente proposta de estudo também abordará mecanismos de neuroplasticidade no Sistema Dopaminérgico Mesolímbico mediados, sobretudo pela ação do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF) que podem ser subjacentes aos fenômenos comportamentais investigados. (AU)

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