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Política e escravidão em José de Alencar. o tronco do ipê, Sênio e os debates em torno da emancipação, 1870-1871

Processo: 16/10301-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Sidney Chalhoub
Beneficiário:Sidney Chalhoub
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História do Brasil Império 

Resumo

O livro explora a relação entre O tronco do ipê, romance de José de Alencar, e a experiência política do romancista como deputado e ex-ministro da Justiça. Como a obra foi publicada em 1871, o trabalho analisa a experiência parlamentar que precedeu a produção do romance, em 1870. Como metodologia de pesquisa, fez-se o cotejo entre O tronco do ipê e os anais parlamentares de 1870, que, por sua vez, foram estudados em seu veículo original de publicação, as páginas do Jornal do Commercio. Com isso, foi possível construir uma relação mais densa entre os debates e sua repercussão na imprensa, a procura de um contexto amplo no qual inserir a produção literária. O livro analisa a forma como as discussões em torno da exoneração de José de Alencar do cargo de ministro da Justiça afetaram a produção de O tronco do ipê, dentre outras obras publicadas a partir do final de 1870, bem como a crítica à política imperial inserida no romance. Nesse contexto, formula-se uma hipótese acerca do surgimento do pseudônimo Sênio. Além disso, principalmente, o estudo examina a relação que o romance de Alencar estabelece com os debates em torno da emancipação escrava no início da década de 1870. Analisa-se o sentido político da representação da escravidão e das personagens escravas em O tronco do ipê e no romance que veio logo em seguida, concluída a sessão parlamentar de 1871, o Til. (AU)