Busca avançada
Ano de início
Entree

Uma visão infravermelha da região de formação de estrelas de alta massa W51

Processo: 16/17286-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica do Meio Interestelar
Pesquisador responsável:Cássio Leandro Dal Ri Barbosa
Beneficiário:Cássio Leandro Dal Ri Barbosa
Instituição-sede: Campus de São Bernardo do Campo. Centro Universitário da FEI (UNIFEI). Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros (FEI). São Bernardo do Campo , SP, Brasil
Assunto(s):Astrofísica estelar  Estrelas massivas  Formação de estrelas  Infravermelho 

Resumo

Neste trabalho, apresentamos os resultados de um estudo no infravermelho médio de G49.5-0.4, ou W51A, parte do complexo de formação de estrelas massivas W51. Combinando dados públicos da câmera IRAC do Spitzer e da câmera para o infravermelho médio T-ReCS em 7,73, 9,69, 12,33 e 24,56 um, com uma resolução espacial de ~0,5" do Gemini Sul, identificamos as contrapartidas no infravermelho médio de oito regiões HII ultracompactas, mostrando que duas fontes rádio estão profundamente embebidas em nuvens moleculares e uma outra é uma nuvem de gás ionizado. Dos dados do T-ReCS desnudamos o centro da região W51, revelando candidatas a estrelas massivas jovens. Modelamos a distribuição espectral de energia das fontes detectadas. Os resultados sugerem que os objetos embebidos são fontes com tipos espectrais desde B3 a O5, mas a maioria dos modelos indicam um tipo espectral B1. Também apresentamos um mapa de exinção de IRS 2, mostrando que a região de menor extinção corresponde ao local onde um jato de gás teria se impactado com a nuvem em primeiro plano. Desse mapa, também obtivemos a extinção total na direção da fonte enigmática IRS 2E, que vale ~60 mag na banda V. Calculamos a temperatura de cor devida à emissão térmica da poeira nas fontes detectadas e as temperaturas estão em um intervalo de ~100-150 K, que corresponde à emissão de poeira localizada a 0,1 pc da fonte central. Finalmente, mostramos uma possível contrapartida infravermelha para a fonte detectada em comprimentos de onda no milimétrico encontrada por Zapata et al. que sugere ser um objeto jovem e massivo sob uma alta taxa de acreção. (AU)