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Estudo das microvesículas circulantes como potenciais biomarcadores e mediadores de síndrome do desconforto respiratório agudo na sepse

Processo: 15/20703-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2017 - 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Juliana Monte Real
Beneficiário:Juliana Monte Real
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniel Deheinzelin ; José Mauro Vieira Júnior ; Luciano Cesar Pontes de Azevedo ; Luiz Fernando Lima Reis
Assunto(s):Síndrome do desconforto respiratório agudo  Exossomos  MicroRNAs  Sepse 

Resumo

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição clínica de repentina disfunção do sistema respiratório que geralmente se desenvolve em pacientes críticos com resposta inflamatória sistêmica, sendo a sepse a causa mais comum para o desenvolvimento de SDRA. Os mediadores inflamatórios circulantes podem causar injúrias no tecido pulmonar, o que torna necessária, na maioria das vezes, a utilização de ventilação mecânica. Os fatores e a sequência de eventos precoces que levam ao desenvolvimento de SDRA ainda são desconhecidos. Microvesículas (MVs) são pequenas vesículas produzidas por uma grande variedade de células, que são revestidas por bicamada lipídica e contém proteínas, lipídios e diferentes tipos de RNAs fornecidas pela célula de origem. As moléculas transportadas são biologicamente ativas e, quando captadas pelas células-alvo, podem regular a expressão gênica, influenciar a proliferação celular, modular a angiogênese e o sistema imune. Em virtude de trazerem as características da sua célula de origem e aumentarem suas concentrações na circulação em diversas situações patológicas, recentemente, as MVs têm ganhado importância na busca por novos biomarcadores. Em um estudo recente desenvolvido pelo nosso grupo em pacientes com Sepse, fizemos um screening entre 754 microRNAs e observamos que 65 encontram-se diferencialmente expressos nas microvesículas circulantes quando comparados as de indivíduos sadios. Além disso, um conjunto de 19 microRNAs esteve significativamente correlacionado com os pacientes que evoluíram a óbito. Tendo em vista que parte dos pacientes com Sepse poderá desenvolver insuficiência respiratória grave (SDRA), pretendemos aprofundar os estudos com os microRNAs previamente identificados, investigando quais seus níveis de expressão entre pacientes que desenvolveram SDRA ou não, correlacionando com dados clínicos mais detalhados. Serão utilizadas amostras provenientes do Biobanco UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês, no qual são coletadas amostras de sangue nas primeiras 24 horas de internação e 72h após a primeira coleta. As microvesículas serão isoladas do plasma e seu conteúdo de 48 microRNAs será avaliado por PCR em tempo real. Investigaremos ainda se as microvesículas isoladas da circulação transportam proteínas marcadoras de injúria tecidual do epitélio pulmonar. Avaliaremos se o conteúdo dessas MVs pode ser associado a fatores clínicos importantes que poderiam servir como biomarcadores de injúria pulmonar na sepse. (AU)