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Investigação do papel da adiponectina e da via beta-adrenérgica como mediadores dos efeitos antiobesidade dos polifenóis do chá verde

Processo: 16/12059-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Rosemari Otton
Beneficiário:Rosemari Otton
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alice Cristina Rodrigues ; Miriam Oliveira Ribeiro
Assunto(s):Flavonoides  Inflamação  Termogênese  Dieta hiperlipídica  Obesidade  Fenômenos fisiológicos celulares 

Resumo

A obesidade é fator de risco para inúmeras doenças, incluindo diabetes do tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, osteoporose, câncer, doenças neurodegenerativas, aterosclerose e doença hepática gordurosa não alcóolica. Este risco pode ser diminuído consideravelmente com a perda de peso decorrente de aumento da atividade física associado a intervenções que resultem em uma reeducação alimentar, como com o aumento no consumo de dietas ricas em compostos bioativos com propriedades nutracêuticas. Os compostos polifenólicos, incluindo os flavonoides do chá verde, estão emergindo como importantes nutracêuticos anti-inflamatórios e antiobesidade, devido aos seus benefícios para a saúde, a falta de efeitos adversos e reduzido custo. Em estudos já publicados e alguns ainda em andamento do nosso grupo de pesquisa foi mostrado que o chá verde promove um aumento na atividade lipolítica e uma redução da capacidade lipogênica do tecido adiposo epididimal, associado a um aumento no gasto energético e indução do fenótipo bege no tecido adiposo subcutâneo de animais alimentados com dietas hiperlipídicas. Estas alterações no tecido adiposo de animais obesos tratados com chá foram acompanhadas de uma maior liberação de adiponectina, uma melhor sensibilidade à insulina e reduzida inflamação sistêmica e esteatose hepática. Dentre os efeitos atribuídos aos polifenóis do chá verde, está o aumento na expressão de genes que caracterizam o tecido adiposo bege, recentemente descoberto e sugerido como um potencial alvo para o tratamento da obesidade. Além disso, verificamos que o chá verde modula alguns miRNAs no tecido adiposo epididimal e hepático dos animais obesos envolvidos nos processos de inflamação, resistência à insulina e metabolismo lipídico, além de restaurar os níveis de adiponectina, reduzidos pela obesidade. Desta forma, nossa hipótese se fundamenta basicamente em que os efeitos do chá verde em camundongos obesos podem decorrer do aumento de adiponectina no plasma, com consequente aumento da sua ação nos tecidos alvos, o que, por sua vez culmina na redução dos depósitos de gordura, na melhora da sensibilidade à insulina e reduzida inflamação sistêmica. Nós hipotetizamos também que os efeitos do chá verde podem ser mediados em parte, pelo aumento da estimulação adrenérgica no tecido adiposo e hepático. Para entendermos melhor estes mecanismos temos como objetivo geral do presente estudo investigar o envolvimento da adiponectina e da estimulação adrenérgica sobre os efeitos termogênicos e de resistência à insulina em camundongos AdipoKO e ²3KO expostos a uma high fat diet (HFD) e tratados com chá verde. Baseados em nossos resultados preliminares, acreditamos que os camundongos AdipoKO e ²3KO alimentados com HFD e tratados com chá verde não apresentarão uma redução significativa no peso corporal, nos depósitos de tecido adiposo, na inflamação sistêmica e na resistência à insulina, além de não aumentarem significativamente o tecido adiposo bege e a atividade do tecido adiposo marrom, pois estes animais serão refratários aos efeitos do chá verde, já que as ações do chá verde, na nossa hipótese, são mediados pela adiponectina e/ou pelo aumento da estimulação adrenérgica. Para atingirmos estes objetivos pretendemos compor uma equipe multicêntrica e multidisciplinar para avaliar nos camundongos AdipoKO e ²3KO obesos como se dará a intervenção do tratamento com chá verde. Com esta equipe e estes modelos animais seremos capazes de definir qual a contribuição efetiva da adiponectina e do sistema nervoso simpático nas ações anti-obesidade e anti-inflamatória do chá verde. Além deste approach in vivo, pretendemos realizar in vitro análises da capacidade autônoma dos compostos polifenólicos do chá verde de induzir o fenótipo bege, tratando pré-adipócitos brancos da linhagem 3-T3F442A durante o processo de diferenciação com polifenóis isolados, combinados ou sob a forma de extrato. Além disso, pretendemos realizar uma indução in vitro de esteatose (AU)