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Caracterização da microbiota cutânea e análise da resposta imunológica em pacientes com dermatite seborreica e seus familiares

Processo: 15/15808-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2016 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luciana Campos Paulino
Beneficiário:Luciana Campos Paulino
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Pesq. associados: Humberto Eduardo Cavallin Calanche
Bolsa(s) vinculada(s):17/00365-0 - Obtenção e processamento de amostras para análise de comunidades microbianas, BP.TT
Assunto(s):Citocinas  Metagenômica  Resposta imune  Dermatite seborreica 

Resumo

A pele humana abriga diferentes micro-organismos, entre eles bactérias e fungos. Grande parte dos fungos que habitam a pele humana saudável pertencem ao gênero Malassezia, que estão também associados a doenças de pele, dentre elas a dermatite seborreica (SD). A SD é uma doença de alta prevalência mundial, caracterizada pela ocorrência de prurido e descamação, principalmente no couro cabeludo. O papel que os fungos do gênero Malassezia desempenham na SD ainda não está completamente elucidado, e provavelmente a resposta imune do hospedeiro exerce também um papel importante no processo patogênico. A microbiota bacteriana da pele saudável é bastante diversa, mas os gêneros Propionibacterium, Corynebacterium e Staphylococcus estão entre os mais frequentemente encontrados. Os processos de aquisição, transmissão e as interações entre as microbiotas fúngica e bacteriana ainda são pouco conhecidos. Este trabalho visa caracterizar as microbiotas fúngica e bacteriana da pele saudável e pacientes do SD, averiguar a transmissão de micro-organismos entre membros da mesma família e o ambiente onde residem, e analisar a resposta imunológica local e sistêmica. Para tanto, serão obtidas amostras de pele de três áreas do corpo de indivíduos saudáveis e pacientes com SD, bem como seus familiares (5 famílias de cada grupo), amostras de suas residências e de animais de estimação. As comunidades microbianas serão avaliadas por sequenciamento em larga escala utilizando-se primers universais para fungos e bactérias que amplificam respectivamente a região ITS1 e o gene 16S do operon do RNA ribossomal. A expressão relativa na pele de genes que codificam para IFN-³, IL-1±, IL-2 e IL-8 será estudada por meio de PCR quantitativo em tempo real, e a resposta sistêmica será analisada através da quantificação dos níveis séricos das mesmas citocinas utilizando-se ELISA. O estudo da microbiota cutânea conjuntamente com a resposta imunológica local e sistêmica trará uma nova perspectiva para a compreensão do processo patogênico de doença de pele cuja etiologia ainda não foi elucidada. (AU)