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Bloqueio do receptor CD16 para tratamento de lúpus eritematoso sistêmico e da sepse por Escherichia coli

Processo: 16/05307-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2016 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Irineu Tadeu Velasco
Beneficiário:Irineu Tadeu Velasco
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fabiano Pinheiro da Silva ; Marcel Cerqueira Cesar Machado
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico  Receptores Fc  Inflamação  Sepse 

Resumo

Desenvolvimento de novo fármaco com ação sobre o receptor CD16 para tratamento de doenças autoimunes e do choque séptico Introdução: Apesar de meio século de pesquisas, a sepse ainda é importante causa de morte em unidades de terapia intensiva, sendo fonte constante de preocupação em todo o mundo, devido, principalmente, às taxas elevadas de morbimortalidade. Da mesma forma, o lúpus traz enormes custos para o indivíduo e para a saúde pública. O tratamento dessas duas patologias é um desafio e continua a ser tarefa difícil devido a inúmeros fatores interferentes. Um estudo do nosso grupo demonstrou que a Escherichia coli (E. coli) é capaz de se ligar ao receptor CD16 de um modo independente de opsonina, levando a um aumento na resposta inflamatória e a inibição da sua própria fagocitose. Através de Phage Display, identificamos 2 peptídeos que obtiveram interação com CD16. Após a seleção dos peptídeos identificamos uma proteína de membrana de E.coli que possui alta similaridade com um de nossos peptídeos selecionados. Objetivo e Metodologia: Trataremos camundongos em sepse, induzida através do modelo de punção e ligadura cecal, com anticorpos contra os peptídeos identificados, no intuito de bloquear a interação de tais peptídeos com o receptor CD16, aumentando assim, a fagocitose de bactérias E. coli. Da mesma forma, trataremos camundongos com lúpus induzido por pristane, com esses mesmos anticorpos, no intuito de bloquear mecanismos de inflamação e autoimunidade. Conclusão: Tal tratamento se apresenta como uma nova proposta terapêutica para sepse por bactérias E. coli e, talvez, outros agentes patogênicos, da mesma forma que para doenças autoimunes. (AU)