Resumo
A insulina é um hormônio anabólico com ações fundamentais em órgãos e tecidos para a manutenção da homeostase do organismo. Anormalidades na ação da insulina em estimular a captação de glicose no músculo esquelético, e de inibir a produção hepática de glicose, em geral estão presentes em indivíduos com resistência à insulina e antecedem o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). O tecido adiposo hipertrofiado do corpo libera diversas biomoléculas como hormônios e citocinas pró-inflamatórias e outros fatores que estão envolvidos na indução de resistência à insulina no estado de obesidade. À luz desses achados, o conhecimento em biologia molecular associado a outras áreas de estudo tentam nortear quais fatores seriam mais relevantes no processo de prevenção e tratamento do DM2. A clusterina ou apoliproteína J (ApoJ), através de seu receptor de membrana (LRP2), atua na sinalização da insulina potencializando seus efeitos em tecidos periféricos (músculo esquelético, fígado e adiposo) e também, no hipotálamo. No entanto, a expressão desta proteína em tecidos periféricos e seus mecanismos de ação não são totalmente conhecidos. O exercício físico também é capaz de regular proteínas cruciais envolvidas na sinalização da insulina e promover melhoras metabólicas em animais e humanos diabéticos. Porém, seus efeitos na regulação da clusterina e consequentemente na homeostase da glicose não foram elucidados. Assim, compreender os mecanismos moleculares envolvidos na ação da clusterina na sinalização da insulina nos tecidos hepático e muscular na condição de exercício físico torna-se imprescindível para descoberta de novos mecanismos terapêuticos, como também, para a prescrição de exercício físico mais eficaz e seguro aos indivíduos acometidos por obesidade e DM2. (AU)
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