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Resistência à insulina, obesidade e distúrbios cognitivos: comparação entre a terapia interdisciplinar e treinamento físico combinado

Processo: 15/06630-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Ricardo Jose Gomes
Beneficiário:Ricardo Jose Gomes
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados:Alessandra Medeiros ; Ana Raimunda Dâmaso ; Danielle Arisa Caranti ; Emilson Colantonio ; José Rodrigo Pauli ; Lila Missae Oyama ; Liu Chiao Yi Inoue ; Ronaldo Vagner Thomatieli dos Santos ; Sionaldo Eduardo Ferreira
Assunto(s):Memória  Resistência à insulina  Obesidade  Cognição 

Resumo

A relação entre a obesidade e o risco cardiometabólico está cada vez mais presente nos estudos científicos. Podemos vislumbrar a presença dessas comorbidades com o aparecimento de doenças cerebrovasculares, as quais podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de quadros de demências e demais desordens cognitivas. Entretanto, não há estudos conclusivos que relacionem a resistência insulínica com os distúrbios cognitivos e memória em obesos sedentários e treinados. Da mesma forma é importante elucidar o papel de algumas adipocinas e miocinas sobre a memória. Sendo assim, se faz necessário estudar, em humanos, o papel dessas moléculas na função cognitiva de indivíduos obesos resistentes ou não à insulina e as implicações fisiológicas e cognitivas de diferentes formas de tratamento nas doenças envolvidas. Pensando na complexidade destas doenças multifatoriais, e nas diversas possibilidades de tratamentos, este estudo se propõe a comparar os efeitos de um programa de treinamento físico combinado isoladamente, com um programa de tratamento interdisciplinar, analisando as respostas imediatas e crônicas de adipocinas, biomarcadores metabólicos, imunológicos e miocinas relacionados aos aspectos cognitivos de obesos resistentes ou não a insulina. A amostra será composta por 100 indivíduos obesos de ambos os sexos com idade de 30 a 50 anos. Os voluntários serão randomizados em três grupos: Grupo Exercício Físico, Grupo Tratamento Interdisciplinar e Grupo Controle. Para melhor interpretação dos resultados iremos organizar os grupos a partir do HOMA, Circunferência abdominal, TyG index e presença ou não de diabetes tipo II. Para determinar as respostas crônicas (72h após a sessão) e imediatas (antes da sessão e 1h) após o tratamento, serão avaliados os parâmetros séricos: Irisina, BDNF, IGF-1, FGF-21, Adiponectina, Insulina, Clusterina, Glutamina, Glutamato, AST, ALT e Leptina, além do acompanhamento mensal de glicemia e triacilgliceridemia.Em relação à memória e aprendizagem, serão utilizados alguns questionários validados cientificamente, tais como o QMPR, WAISS-III/memória, Exame de Estado Mini-Mental. Será realizado o teste para verificação de normalidade, teste estatístico ANOVA com post-hoc de Newman-Keuls e as possíveis correlações. Acredita-se que o risco cardiometabólico pode prejudicar a função cognitiva em obesos, porém, espera-se que tal prejuízo seja influenciado pelo grau de resistência à insulina (RI). Além da RI, alterações nas concentrações séricas de algumas miocinas, fatores de crescimento e adipocinas podem mediar prejuízos de cognição e memória em obesos. Os possíveis benefícios do treinamento físico combinado sobre a memória e cognição podem estar relacionados à modulação de miocinas, fatores de crescimento, imunológicos e adipocinas. Espera-se ainda que a terapia interdisciplinar possa ser mais efetiva que o treinamento físico combinado isoladamente para controle/prevenção de distúrbios cognitivos e memória de obesos. (AU)