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Programação paterna do câncer de mama em filhas em um modelo em ratos: efeitos opostos de dietas hiperlipídicas a base de gordura animal ou vegetal

Processo: 16/18668-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Thomas Prates Ong
Beneficiário:Thomas Prates Ong
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Desenvolvimento fetal  Epigênese genética  Neoplasias mamárias  Ratos  Dieta hiperlipídica 

Resumo

Embora machos contribuam com metade do genoma do embrião, apenas recentemente criou-se interesse quanto ao impacto potencial das experiências paternas na saúde da descendência. Embora existam evidências de que a má-nutrição paterna possa aumentar a suscetibilidade da prole a doenças metabólicas, a influência de fatores paternos no risco de câncer de mama nas filhas foi avaliada em poucos estudos. Ratos Sprague-Dawley machos foram alimentados antes e durante a puberdade com rações hiperlipídicas (60 de energia derivada de lipídios) a base de banha de porco (rica em gordura saturada) ou óleo de milho (rica em gordura poliinsaturada). Animais controle foram alimentados com ração controle AIN-93-G (16 de energia derivada de lipídios). Sua prole feminina alimentada apenas com ração comercial foi submetida a modelo clássico de carcinogênese mamária baseada na iniciação com 7,12-dimetilbenzantraceno e o desenvolvimento tumoral avaliado. Células espermáticas e tecido mamário foram submetidos a análises celulares e moleculares. Comparado a prole feminina de machos controle, a prole de machos alimentados com banha de porco não diferiu em relação latência, crescimento ou multiplicidade tumoral. Entretanto, a prole feminina de machos tratados com banha de porco apresentou aumento do elongamento epitelial, maior número de terminal end buds e incidência de tumores em comparação prole de machos que consumiram óleo de milho ou ração controle. Comparado prole feminina de machos controle, a prole de pais que consumiram óleo de milho apresentaram diminuição do crescimento tumoral sem diferenças quanto incidência, latência e multiplicidade de tumores. Além disso, a prole feminina de pais que consumiram óleo de milho apresentaram maior latência e menor crescimento e multiplicidade tumoral comparado com a prole feminina de pais que consumiram banha de porco. O consumo paterno das rações hiperlipídicas resultou em efeitos opostos: o consumo de banha de porco aumentou o risco de câncer de mama, enquanto que o consumo de óleo de milho diminuiu. Esses efeitos poderiam estar relacionados a alterações na expressão de microRNAs no esperma dos pais a glândulas mamárias das filhas, bem como a modificações na expressão de proteínas associadas ao câncer de mama nesse tecido. (AU)