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Efeitos equalizadores e estabilizadores da dispersão de sementes por aves sobre a regeneração da floresta tropical

Processo: 16/17194-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Marco Aurelio Pizo Ferreira
Beneficiário:Marco Aurelio Pizo Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Pesq. associados:Pedro Henrique Santin Brancalion
Assunto(s):Ecologia vegetal  Dispersão de sementes  Ornitocoria  Aves  Mata Atlântica  Restauração florestal 

Resumo

A maior parte da diversidade vegetal em florestas tropicais é composta por espécies raras. Questionamos por que estas espécies persistem em baixas densidades se a coexistência entre as espécies é estável e os papéis relativos da montagem por meio do nicho versus montagem através da dispersão estão estruturando estas comunidades. Acreditamos que aves frugívoras têm grande importância nesse padrão de distribuição de plantas. Nossas hipóteses são: 1) Aves dispersoras de sementes fornecem mecanismos de equalização e estabilização que favorecem a manutenção da diversidade de espécies de plantas; 2) Atividade de aves frugívoras em locais desmatados afeta positivamente a taxa de regeneração da floresta. 3) A atividade de diferentes conjuntos de aves aumentará os efeitos de equalização da dispersão de sementes. Por meio da combinação entre observações, experimentos de atração de frugívoros em uma área de Mata Atlântica altamente fragmentada, e modelagem hierárquica, esperamos comprovar nossas hipóteses. Prevemos que quanto mais espécies frugívoras estão envolvidas no processo de dispersão de sementes, mais forte é o efeito equalizador e a dominância de espécies de plantas comuns. Prevemos também que aves frugívoras também podem estabilizar as taxas de dispersão de sementes, limitando a dispersão de sementes de espécies relativamente abundantes, ou dispersando as sementes de espécies proporcionalmente raras em taxas mais elevadas. Por fim, acreditamos que a atividade das aves pode aumentar a intensidade e diversidade da dispersão de sementes, mas não as taxas de regeneração. Este trabalho poderá nos ajudar a compreender como o comportamento, composição e diversidade de frugívoros influenciam as taxas de regeneração e diversidade da floresta, as quais terão aplicações práticas em conservação e restauração ecológica. (AU)

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