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Ácido fólico em excesso: efeitos sobre o metabolismo das vitaminas B2 e B6, o catabolismo do triptofano e a resposta imune

Resumo

No Brasil, a maioria dos medicamentos contendo ácido fólico (AF) é produzida na dosagem de 5 mg. Embora o Ministério da Saúde recomende o uso diário dessa dosagem por mulheres que estejam planejando engravidar, essa instrução contradiz uma orientação da Organização Mundial de Saúde, que recomenda apenas 400 µg diariamente. O consumo de quantidades excessivas de AF pela população brasileira nos parece preocupante, uma vez que em estudo prévio de nosso grupo, o excesso de AF já foi associado a efeitos adversos como o aumento da expressão de citocinas inflamatórias e redução da citotoxicidade de células natural killer (NK). Nossa hipótese é de que, uma vez que o AF e as vitaminas B6 e B2 participam em conjunto do metabolismo de um carbono, o AF em excesso pode influenciar o metabolismo das vitaminas B6 e B2. Visto que ambas são cofatores do catabolismo do triptofano pela via das quinureninas, acreditamos que alterações nas concentrações dessas vitaminas possam repercutir nessa via metabólica, desencadeando o desequilíbrio da resposta imune T helper (Th)1 e Th2 e a redução da proliferação de células T reguladoras (Treg). No presente projeto, dois estudos serão realizados: 1- in vivo, será feita uma intervenção com 5 mg/dia de AF com 80 indivíduos saudáveis por 90 dias; serão coletadas amostras de sangue no baseline e após 45 e 90 dias do início da intervenção; 2- in vitro, será realizado em cultura celular de linfócitos isolados de indivíduos saudáveis submetidos à diferentes concentrações de AF e vitamina B6 por até 72h. Nos dois estudos, serão determinados o folato, vitaminas B12 e B6, metabólitos da via das quinureninas, expressão de RNAm e concentração de citocinas dos eixos Th1/Th2, e ativação de linfócitos T, B e NK. No estudo in vivo, será avaliada também a concentração de vitamina B2, e no estudo in vitro, a proporção de células Treg. (AU)