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Peixe da ilha: um novo modelo de produção de peixes marinhos no Brasil

Processo: 16/07053-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Pesquisador responsável:Vanessa Villanova Kuhnen
Beneficiário:Vanessa Villanova Kuhnen
Empresa:ESB Consultoria em Serviços Biológicos Ltda
Município: Santana de Parnaíba
Pesquisadores principais:Eduardo Gomes Sanches
Pesq. associados: Aline Binato Neufeld ; Fosca Pedini Pereira Leite ; Jonas Rodrigues Leite
Bolsa(s) vinculada(s):17/01850-9 - Diferentes estratégias alimentares para a produção de peixes marinhos em áreas de proteção ambiental, BP.TT
17/00422-3 - Peixe da ilha: um novo modelo de produção de peixes marinhos no Brasil, BP.PIPE
Assunto(s):Piscicultura  Peixes marinhos  Manejo da pesca  Tanques-rede  Sustentabilidade 

Resumo

O aumento no consumo de peixes marinhos nos últimos anos não vem sendo aproveitado pelo setor produtivo do segmento da piscicultura marinha. Isto se traduz em uma ótima oportunidade de investimento, porém o perfil ainda empírico da atividade no país não permite maiores avanços. O atual sistema brasileiro de produção de peixes marinhos ocorre em tanques-rede cujas panagens (redes) são de nylon multifilamento. O multifilamento é um substrato ideal para o desenvolvimento de incrustações biológicas, acarretando diversos problemas econômicos e ambientais à produção. Os principais países produtores de peixes marinhos vêm buscando alternativas para este problema. O Chile, por exemplo, tem obtido sucesso na utilização de malhas de cobre em substituição às panagens multifilamento. A malha de cobre é eficiente em reduzir as bioincrustações além de reduzir os riscos de escape dos peixes por ocasião das trocas de panagens. Além da falta de equipamentos apropriados, a carência em conhecimento técnico faz com que o monocultivo do bijupirá predomine e o potencial de outras espécies nativas não seja explorado. Uma destas espécies é o olhete, que apresenta elevado valor de mercado no Brasil e já vem sendo pesquisado no Chile. Considerando o acima exposto, este projeto propõe uma mudança no sistema de cultivo de peixes marinhos no Brasil, através da inserção de uma nova espécie e de um novo sistema de produção. O objetivo deste projeto é o de desenvolver um modelo de processo produtivo de peixes marinhos (olhete, bijupirá) utilizando tanques-rede de panagens de cobre. Paralelamente, pretende-se avaliar a viabilidade da pré-engorda destas espécies em sistemas de recirculação de água salgada, visando o povoamento dos tanques-rede com animais de maior peso e mais resistentes. A pesquisa ocorrerá em duas etapas: a primeira consistirá de três experimentos em sistemas de recirculação de água salgada no Laboratório de Piscicultura Marinha do Instituto de Pesca, que terão como objetivo avaliar a densidade ideal para o cultivo de formas jovens, a frequência alimentar ideal, e verificar a existência de ganho compensatório; a segunda etapa terá como objetivo avaliar o desempenho produtivo do bijupirá e da olhete em tanques-rede no mar, com duas tecnologias distintas de panagens: malha de multifilamento de nylon e malha de cobre. Paralelamente serão avaliados diversos indicadores de qualidade da água do mar e do sedimento, possibilitando a verificação de possíveis impactos da atividade. Este aspecto merece uma intensa consideração já que a piscicultura marinha no Estado de São Paulo é realizada dentro das Áreas de Proteção Ambiental. Os experimentos desta etapa serão desenvolvidos na área aquícola da empresa proponente, próximo à Ilha Rapada, no município de Ubatuba/SP. Os resultados advindos deste projeto darão origem a uma proposta de inovação que absorvida pela cadeia produtiva ampliará a viabilidade econômica e a sustentabilidade da piscicultura marinha em ambientes costeiros. Como produto final, esperamos ofertar ao mercado um processo inovador de cultivo de duas espécies nativas de alto valor econômico, baseado em metodologias de manejo cientificamente testadas e em um processo produtivo em harmonia com o meio ambiente. (AU)