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Níveis de grãos de destilaria em dietas para bovinos de corte confinados: desempenho, características de carcaça e qualidade de carne

Processo: 16/04478-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Otávio Rodrigues Machado Neto
Beneficiário:Otávio Rodrigues Machado Neto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Andre Mendes Jorge ; Cyntia Ludovico Martins ; Márcio Machado Ladeira ; Mário de Beni Arrigoni ; Ricardo Andrade Reis
Assunto(s):Bovinos de corte  Crescimento  Confinamento  Grãos de destilaria secos com solúveis (DDGS)  Alimentação animal  Ganho de peso  Adipogenia  Crescimento animal  Qualidade da carne  Carcaça 

Resumo

Em virtude do aumento nos custos para aquisição de alimentos comumente utilizados em dietas para animais de produção, frequentemente tem sido estudadas alternativas alimentares de menor custo. Uma opção que tem tido destaque recentemente são os grãos de destilaria com solúveis (DDGS), pois tem surgido como opção no Brasil em consequência do início da produção de etanol a partir do milho. Uma vez que o Brasil é um grande produtor de grãos, especialmente do milho, o uso do grão para a produção de etanol torna-se uma oportunidade interessante, sendo um processo bastante eficiente, inferior apenas à eficiência de uso da cana de açúcar para produzir etanol. A partir de uma tonelada de milho é possível produzir 400 litros de etanol e a partir de uma tonelada de cana de açúcar obtém-se cerca de 85 litros de etanol, entretanto a produção de cana em toneladas por hectare é bem superior à observada com milho. A eficiência energética de conversão de glicose em etanol é de cerca de 51,4% enquanto 48,6% são atribuídos à produção de dióxido de carbono. Por outro lado, a produção de etanol a partir do milho apresenta algumas vantagens em virtude da ausência de necessidade de processamento logo após a colheita, o que não ocorre com a cana de açúcar, que necessita de ser processada até 24 horas após a colheita. Ademais, a produção de etanol a partir de cereais como o milho é uma estratégia para escoar o excesso da produção do grão. Diante disso o milho parece ser uma interessante opção para o período da entressafra da cana de açúcar, por exemplo. A produção de etanol a partir do milho gera como subproduto grãos de destilaria com solúveis (DDGS), sendo que para cada 3,8 litros de etanol produzidos são gerados 2,4 kg de DDGS. O farelo de soja, que é o alimento protéico comumente utilizado em dietas de bovinos de corte pode apresentar alto custo e diante disso, o estudo de alternativas protéicas é de grande relevância para a cadeia produtiva. Diante do exposto, os objetivos do presente projeto serão avaliar os efeitos da inclusão de grãos de destilaria em dietas com milho moído, sobre o consumo, desempenho, características de carcaça, carne, perfil de ácidos graxos, oxidação lipídica e expressão de genes relacionados ao metabolismo lipídico.Serão utilizados 100 bovinos, machos, F1 Angus-Nelore, com peso inicial médio de 330 kg.Os animais serão mantidos em baias de piso de concreto, bebedouro tipo concha, tendo uma lotação de cinco animais por baia. A dieta será formulada segundo o software LRNS. Os animais serão alocados aleatoriamente aos tratamentos com diferentes níveis de DDG (0; 15%; 30% e 45% da MS dietética) em dietas contendo 80% de concentrado e 20% de volumoso. O abate dos animais será realizado utilizando a técnica de concussão cerebral e secção da veia jugular, seguido de remoção do couro e evisceração. As carcaças serão identificadas, lavadas, divididas em duas metades, sendo estas pesadas individualmente e levadas à câmara fria, por aproximadamente 24 horas, à temperatura de 1ºC. As mensurações nas carcaças serão: rendimento total da carcaça quente, peso da carcaça quente, peso da carcaça fria, área de olho de lombo e espessura de gordura subcutânea, sendo os últimos mensurados após resfriamento. Na desossa, às 24h post mortem, serão coletadas amostras do músculo Longissimus dorsi, da meia carcaça esquerda, para as análises físico-químicas (cor, perda de peso por cozimento e força de cisalhamento), de composição centesimal, perfil de ácidos graxos e estabilidade lipídica. As amostras que serão submetidas a analise de força de cisalhamento, coloração e perda de peso por cozimento serão embaladas em sacos de polietileno e congeladas a -16ºC. Uma sub-amostra do LD será armazenada a vácuo, também em sacos de polietileno, em temperatura de 3ºC por 0, 7, 14 e 21 dias, para determinação da coloração e estabilidade lipídica.As amostras que serão submetidas as análises de expressão gênica serão coletadas logo após o abate e mantidas a -80ºC. (AU)

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