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A modulação neuroquímica do núcleo dorsal da rafe pela amígdala medial

Processo: 16/03515-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Milena de Barros Viana
Beneficiário:Milena de Barros Viana
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados:Isabel Cristina Céspedes
Assunto(s):Serotonina  Estresse  Núcleo dorsal da rafe  Ansiedade 

Resumo

O estudo da fisiopatologia da ansiedade tem, nos últimos anos, dedicado atenção considerável ao envolvimento de diferentes sistemas neuroquímicos na gênese de respostas a estímulos aversivos. Neste sentido, a participação do sistema serotonérgico tem sido ressaltada pela eficácia clínica, em diferentes transtornos de ansiedade, de compostos farmacológicos que interferem com este sistema de neurotransmissão. Além da serotonina (5-HT), um alvo promissor para o tratamento farmacológico da ansiedade é o sistema mediado pelo fator de liberação de corticotrofina (CRF). Evidências sugerem que os sistemas serotonérgico e CRFérgico interagem. O núcleo dorsal da rafe (NDR), localizado no mesencéfalo, é a estrutura de onde parte a maioria das projeções serotonérgicas para o prosencéfalo. Este núcleo recebe aferências de diferentes regiões encefálicas que, desta forma, regulam a liberação de serotonina em estruturas inervadas. A ativação de receptores CRF do tipo 2 estimula neurônios serotonérgicos, levando a um aumento da liberação de serotonina. Dentre as estruturas que se comunicam com o NDR, destaca-se o núcleo medial da amígdala. A amígdala medial tem sido identificada como o principal núcleo amigdalóide que envia projeções para o NDR, regulando desta forma seu funcionamento. Entretanto, até o presente momento a identidade neuroquímica das projeções amigdala medial - NDR é desconhecida. Ademais, tem sido demonstrado que a ativação de receptores para o CRF, do tipo 1 e 2, na amígdala medial induz a facilitação de comportamentos de esquiva, um efeito ansiogênico. O presente trabalho possui dois objetivos principais. Em primeiro lugar pretende-se, através da utilização de traçador retrógrado, verificar a identidade neuroquímica das células que interligam a amígdala medial e o NDR por meio dos métodos de imunoistoquímica e hibridização in situ. Como tanto neurônios GABAérgicos quanto glutamatérgicos encontram-se presentes na amígdala medial, será realizado um estudo de dupla marcação entre o método de imunoistoquímica para o traçador retrógrado subunidade b da cólera-toxina (CTb), injetado no NDR, e o método de hibridização in situ, na amígdala medial, para o RNAm do transportador vesicular de glutamato do tipo 2 (VGLUT-2) ou a enzima glutamato descarboxilase (GAD), a enzima limitante na síntese do GABA. Em segundo lugar, verificar-se-á se os receptores CRF do tipo 1 e 2 da amígdala medial encontram-se localizados em neurônios que se projetam para o NDR. Isto será feito por meio de dupla marcação entre o método de imunoistoquímica para o traçador CTb e o método de hibridização in situ para o RNAm dos receptores CRFR1 ou CRFR2. (AU)

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