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Influências genéticas e ambientais no metabolismo e retenção do fluoreto

Processo: 16/20020-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva
Pesquisador responsável:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Beneficiário:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados:Sandra Lia do Amaral Cardoso
Assunto(s):Diabetes mellitus  Fluorose dentária  Atividade física  Proteômica  Resistência à insulina  Bioquímica 

Resumo

O fluoreto (F) é um elemento extremamente relevante em termos de Saúde Pública devido às suas propriedades de prevenir ou reverter lesões cariosas em indivíduos de todas as idades. Pode oferecer riscos ao organismo se aplicado ou consumido de maneira indiscriminada ou inadequada, sendo o principal efeito colateral a fluorose dentária. Após sua absorção, o F é distribuído através da corrente sanguínea e armazenado nos tecidos calcificados e tecidos moles, sendo sua excreção essencialmente por via renal. Muitos mecanismos moleculares envolvendo o metabolismo do F ainda são desconhecidos. Na última década, vários estudos têm procurado desvendar a influência de fatores genéticos na susceptibilidade à fluorose dentária, utilizando linhagens de camundongos que possuem respostas bem distintas aos efeitos do F. Assim, há evidências de que a resistência e a susceptibilidade à fluorose, bem como o metabolismo e retenção do F, parecem ser influenciados por fatores genéticos, assim como pela interação com o meio, como, por exemplo, a atividade física. A atual proposta é de, através da análise proteômica, identificar proteínas que são alteradas em rins, fígado, músculo e intestino de camundongos susceptíveis ou resistentes à fluorose, em resposta a mudanças na exposição F, com e sem o exercício físico. Para tanto, serão obtidos 90 animais das linhagens A/J (n=45) e 129P3/J (n=45), susceptíveis e resistentes à fluorose, respectivamente. Os animais de cada linhagem serão distribuídos em 3 grupos de tratamento (n=15 em cada grupo), a saber: a) sem exposição ao F e sem atividade física; b) água de beber contendo 50 ppm F (como NaF) por 56 dias e sem atividade física; c) água de beber contendo 50 ppm F (como NaF) por 56 dias e com atividade física (corridas diárias numa esteira 5 dias/semana por 60 minutos em intensidade alta. Posteriormente à realização do tratamento, os animais serão submetidos à eutanásia para coleta das amostras e realização das análises. Será feita análise de F nas amostras de plasma, fígado, rim e fêmur e análise proteômica (shotgun) nas amostras de fígado, rim, músculo e intestino. Serão ainda avaliadas a glicemia e insulinemia. Após checagem da normalidade e homogeneidade, os dados serão submetidos ao teste estatístico apropriado (p<0,05). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ARAUJO, TAMARA TEODORO; BARBOSA SILVA PEREIRA, HELOISA APARECIDA; DIONIZIO, ALINE; SANCHEZ, CAMILA DO CARMO; CARVALHO, THAMYRIS DE SOUZA; FERNANDES, MILENI DA SILVA; RABELO BUZALAF, MARILIA AFONSO. Changes in energy metabolism induced by fluoride: Insights from inside the mitochondria. Chemosphere, v. 236, DEC 2019. Citações Web of Science: 0.

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