Busca avançada
Ano de início
Entree

Imunização intratumoral pela transferência gênica de p19Arf e interferon beta em um modelo murino heterotópico de carcinoma pulmonar

Processo: 16/22048-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Bryan Eric Strauss
Beneficiário:Bryan Eric Strauss
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Terapia genética  Adenovirus  Vacinas  Neoplasias 

Resumo

Estretégias terapêuticas que agem pela incitação e aumento da imunidade antitumoral têm sido clinicamente validadas como uma modalidade de tratamento efetiva, mas ela pode se beneficiar da indução tanto de morte celular quanto ativação da resposta immune como um estítmulo primário. Usando nossa plataforma de vetor adenoviral AdRGD-PG, nós mostramos aqui pela primeira vez que a transferência gênica de p19Arf e interferon-beta (IFN²) in situ no modelo murino de carcinoma pulmonar LLC1 age como uma imunoterapia. Enquanto p19Arf é suficiente para induzir morte celular, apenas no seu pareamento com IFN² induziu significantemente marcadores de morte celular imunogênica. A terapia gênica in situ com IFN², tanto sozinha quanto na combinação com p19Arf, pôde retardar a progressão tumoral, mas apenas o tratamento combinado foi associado com uma resposta immune protetora. Específicamente no caso da transferência gênica intratumoral combinada, nós identificamos 167 genes diferencialmente expressos usando microarray para avaliar tumores que foram tratados in vivo e confirmamos a ativação de CCL3, CXCL3, IL1a, IL1b, CD274 e OSM, envolvidos na resposta immune e quimiotaxia. A avaliação histológica revelou infiltrado tumoral significante de neutrófilos enquanto a depleção functional de granulócitos cessou o efeito antitumoral de nossa abordagem. A associação da terapia gênica in situ com cisplatina resultou na eliminação sinergística da progressão tumoral. Portanto, a transferência gênica in situ com p19Arf e IFN² age como imunoterapia envolvendo o recrutamento de neutrófilos, um resultado desejável mas previamente não testado, e essa abordagem pode ser aliada com quimioterapia, promovendo portanto, atividade antitumoral significante e garantindo maior desenvolvimento para o tratamento do câncer de pulmão. (AU)