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Utilização de resíduos sólidos obtidos na produção de suco de laranja e do consumo de café como cargas vegetais para a fabricação de compostos poliméricos

Processo: 16/08354-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Henrique Finocchio
Beneficiário:Henrique Finocchio
Empresa:Afinko Soluções em Polímeros Ltda
Município: São Carlos
Pesquisadores principais:Bruno Perlatti
Bolsa(s) vinculada(s):17/05067-7 - Utilização de resíduos sólidos obtidos na produção de suco de laranja e do consumo de café como cargas vegetais para a fabricação de compostos poliméricos, BP.PIPE
Assunto(s):Termoplásticos  Polímeros (materiais)  Materiais compósitos poliméricos  Resíduos sólidos  Cascas (planta)  Bagaços  Laranja  Café 

Resumo

A presente proposta de pesquisa visa avaliar a viabilidade do uso de resíduos sólidos vegetais obtidos a partir da extração de suco da laranja e do consumo de café, como bebida, como cargas vegetais para a fabricação de compostos poliméricos a partir de termoplásticos, como poliolefinas. Tanto o farelo da casca e do bagaço da laranja, obtido após a produção de suco de laranja, como a borra de café obtida após a preparação de bebidas de café apresentam um potencial para serem usados como cargas vegetais na fabricação de compostos poliméricos. Em caso de sucesso deste estudo haverá a possibilidade de criar nova alternativa para aplicação destes resíduos com maior valor agregado. O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de suco de laranja e de café. Tanto a produção do suco de laranja como o consumo de café como bebida no Brasil geram uma quantidade significativa de resíduos sólidos. O farelo de casca de laranja é geralmente utilizado como complemento de ração animal, na fabricação de alimentos industrializados e como matéria prima para obtenção de óleos essenciais. A borra de café é usada, por sua vez, como complemento para fertilizantes, como combustível para geração de energia e até na fabricação de alimentos industrializados. O uso de fibras vegetais obtidas a partir de sisal, de bambu, de coco, de bagaço de cana de açúcar, de curauá, etc., assim como o uso de farinha de madeira se apresenta como uma oportunidade na produção de termoplásticos reforçados a base de poliolefinas no Brasil. Por outro lado, farinhas ou farelos obtidos a partir da moagem de resíduos vegetais, como a partir da casca de mandioca e da casca do fruto de cacau tem sido estudadas como cargas vegetais para compostos termoplásticos. Seguindo esta mesma linha de pesquisa resíduos sólidos moídos a partir da casca de laranja resultante da fabricação de sucos e a borra de café obtida a partir da bebida de café estão sendo propostos como modificadores de polilefinas neste projeto de pesquisa. Levando em consideração esta inovação tecnológica se espera disponibilizar comercialmente o composto proposto para fabricação de produtos semelhantes a compostos termoplásticos modificados com farinha de madeira usados em diversas aplicações como painéis, móveis, etc. As avaliações da viabilidade do uso de farelo de casca de laranja e da borra de café como carga vegetal para termoplásticos será realizada nesta etapa da pesquisa analisando aspectos de coleta, beneficiamento, secagem, de estabilidade térmica dos resíduos e de sua incorporação em compostos poliméricos na forma de grânulos para posterior moldagem ou conformação de corpos de prova. Os compostos com diferentes conteúdos de resíduos serão então ensaiados para avaliar seu desempenho mecânico e termo-mecânico. Esta proposta conta com o apoio importante da instituição Embrapa Instrumentação de São Carlos que contribuirá auxiliando na realização de ensaios laboratoriais. (AU)