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Estudo de cooperação internacional para o tratamento de oclusão aguda da artéria basilar

Processo: 16/15236-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Octávio Marques Pontes-Neto
Beneficiário:Octávio Marques Pontes-Neto
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados: Daniel Giansante Abud ; Francisco Antunes Dias ; Gisele Sampaio Silva ; João Pereira Leite ; Karina Tavares Weber ; Millene Rodrigues Camilo ; Rodrigo Bazan ; Sheila Cristina Ouriques Martins ; Taiza Elaine Grespan dos Santos-Pontelli
Bolsa(s) vinculada(s):17/01622-6 - Avaliação do desfecho funcional de longo prazo de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico secundário a oclusão da artéria basilar, BP.TT
17/02650-3 - Avaliação clínica de pacientes com acidente vascular cerebral agudo por oclusão da arterial basilar na fase aguda e monitoria de pesquisa clínica, BP.TT
Assunto(s):Acidente vascular cerebral  Isquemia cerebral  Neurologia  Artéria basilar  Trombectomia  Procedimentos endovasculares 

Resumo

O Acidente vascular cerebral é a segunda causa de morte no mundo e a principal causa de incapacidade funcional. No Brasil, estima-se que mais de 400.000 casos aconteçam a cada ano com mais de 100.000 óbitos, sendo atualmente a segunda causa de óbitos no país. O AVC isquêmico corresponde a cerca de 80% dos casos, sendo causado pela obstrução de artérias cerebrais. Dentre os casos de AVC isquêmico, aqueles causados pela oclusão da artéria basilar (circulação posterior) são os mais graves e de pior prognóstico funcional, levando frequentemente o paciente ao óbito, coma ou ao encarceramento neurológico. Nas últimas décadas ocorreram significativos avanços científicos no tratamento do AVC isquêmico, sobretudo com o desenvolvimento de estratégias medicamentosas e mecânicas de recanalização arterial aguda. Atualmente existem pelo menos 2 estratégias de tratamento de recanalização arterial para o AVC agudo com ampla comprovação por múltiplos ensaios clínicos randomizados e multicêntricos bem elaborados: a. trombólise endovenosa com alteplase nas primeiras 4,5 horas do início dos sintomas. b. Tratamento endovascular (trombectomia mecânica) com stent retrievers para pacientes com oclusão proximal da circulação anterior. De fato, nos últimos anos, 5 estudos multicêntricos foram concluídos e publicados em sequência mostraram um grande benefício com uso de tratamento endovascular de resgate com stent retrievers em até 6 horas do início dos sintomas para pacientes com oclusão proximal de circulação anterior que não responderam ao tratamento trombolítico, entretanto, nenhum destes 5 ensaios clínicos incluiu pacientes com oclusão da artéria basilar. Estes pacientes foram propositalmente excluídos dos estudos por apresentarem uma evolução natural diferente dos pacientes com oclusão arterial proximal de circulação anterior. Não está definido portanto, se o tratamento endovascular (trombólise intraarterial ou por trombectomia mecânica) quando adicionado ao tratamento clínico padrão atual é seguro e leva a algum benefício adicional em termos de uma melhor evolução funcional, para pacientes com oclusão da artéria basilar. É neste contexto que se insere o presente estudo. BASICS é um ensaio clínico fase III acadêmico, organizado e conduzido por investigadores independentes em colaboração internacional multicêntrica, controlado e randomizado, aberto com avaliação cega de desfechos, com o objetivo de fornecer resposta a uma pergunta chave em pacientes elegíveis para terapias de recanalização na fase aguda do AVC isquêmico secundário a oclusão da artéria basilar: O tratamento endovascular adicional ao tratamento clínico otimizado em pacientes com oclusão da artéria basilar é mais eficaz e seguro do que apenas o tratamento clínico otimizado? Pretendemos incluir 30 pacientes no Brasil nos próximos 2 anos. O estudo BASICS está sendo financiado em cada País participante com recursos públicos das agências de fomento nacionais e ministérios da saúde. A nosso ver, a participação do Brasil neste estudo multicentrico internacional bem desenhado é uma maneira economicamente viável e custo-efetiva de buscar respostas para esta pergunta extremamente relevante para o SUS. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DIAS, FRANCISCO ANTUNES; ABUD, DANIEL GIANSANTE; PONTES-NETO, OCTAVIO MARQUES. The history of basilar artery occlusion: when art aids science. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 76, n. 5, p. 355-357, MAY 2018. Citações Web of Science: 0.
The history of basilar artery occlusion: when art aids science. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 76, n. 5, p. -, Maio 2018.
DIAS, FRANCISCO ANTUNES; ALESSIO-ALVES, FREDERICO FERNANDES; CASTRO-AFONSO, LUIS HENRIQUE; COUGO, PEDRO TELLES; ANTUNES BARREIRA, CLARA MONTEIRO; CAMILO, MILLENE RODRIGUES; NAKIRI, GUILHERME SEIZEM; ABUD, DANIEL GIANSANTE; PONTES-NETO, OCTAVIO MARQUES. Clinical Outcomes of Patients with Acute Basilar Artery Occlusion in Brazil: An Observational Study. JOURNAL OF STROKE & CEREBROVASCULAR DISEASES, v. 26, n. 10, p. 2191-2198, OCT 2017. Citações Web of Science: 2.

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