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Efeito de diferentes programas de exercício físico de baixo custo no indicador de humor, função cognitiva, nível de atividade física, risco cardiovascular e custo com tratamento em pacientes com transtornos depressivos no Sistema Único de Saúde

Processo: 16/15210-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Carlos Ugrinowitsch
Beneficiário:Carlos Ugrinowitsch
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Instituição parceira: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Pesq. associados:Carla da Silva Batista ; Hamilton Augusto Roschel da Silva ; Jamile Sanches Codogno ; Lucas Melo Neves ; Marco Túlio de Mello ; Raphael Mendes Ritti Dias ; Valéria Juday ; Valmor Alberto Augusto Tricoli
Auxílios(s) vinculado(s):18/21010-8 - Programa de exercícios aeróbios com ou sem complexidade motora, como um complemento ao tratamento farmacológico da depressão - protocolo de estudo para um ensaio clínico randomizado, PUB.ART
Assunto(s):Depressão  Doença crônica  Sistema Único de Saúde  Técnicas de exercício e de movimento  Terapia por exercício  Exercício físico 

Resumo

A depressão é uma doença com elevada incidência, tem apresentado associação com declínio cognitivo, redução dos níveis de atividade física diários e doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, síndrome metabólica, obesidade e diabetes tipo 2, seu tratamento é um grande desafio para o sistema de atenção primária de saúde e o uso de estratégias farmacológicas aliada a não farmacológicas parece ser a possibilidade mais efetiva seu enfrentamento. Destacamos entre as estratégias não farmacológicas o exercício físico, com destaque para programas de exercício físico aeróbio contínuo, que já demonstrou efetividade no tratamento de diversas doenças crônicas não transmissíveis. Porém, programas que explorem atividades com elevada complexidade motora (ex.: exercícios de coordenação) parece ter maior potencial de ativação cortical, o que está intimamente relacionado com melhorias de estruturas cerebrais que podem colaborar nos desfechos de depressão e declínio cognitivo, redução dos níveis de atividade física, além de também ter potencial para promover os benefícios relacionados ao gasto energético e sistema cardiovascular por exemplo, amplamente demonstrado pela prática de exercícios físicos. Desta forma, esse estudo se propõe a desenvolver um programa de exercício físicos por 6 meses (24 semanas), com duas sessões semanais de 60 minutos de duração, considerando três grupos randomizados (exercício aeróbio contínuo, exercício aeróbio com elevada complexidade motora (coordenativo) e grupo controle), tendo pacientes do sistema único de saúde como população (indivíduos com mais de 40 anos de idade, com diagnóstico de depressão e que estejam em tratamento nos programas de saúde mental). O inventário de depressão Beck será o desfecho primário, e desfechos relacionados a cognição, nível de atividade física, risco cardiovascular e custos com tratamento também serão avaliados (momento inicial, após 12 semanas e após 24 semanas). Tal proposta demonstrará a efetividade desses modelos de exercício físico, esclarecendo se o exercício aeróbio com elevada complexidade motora (coordenativo) demonstra maior melhoria nos desfechos de interesse quando comparado ao exercício aeróbio contínuo e grupo controle. Além disso, a presente investigação irá evidenciar questões que podem contribuir na resolução dos problemas prioritários de saúde da população brasileira, especialmente em nível local, e para o fortalecimento da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). (AU)