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Pólos urbanos e eixos rodoviários no estado de São Paulo

Resumo

O objetivo deste livro é problematizar o planejamento regional, no século XX, a partir do estudo dos elementos que estruturam o território e se tornam a base do deslocamento e da fixação das pessoas, seus bens e riquezas. Tendo como ponto de partida a relação urbano-regional que se estabelece pela formação dessa estrutura, buscamos identificar os diálogos, as contradições e os conflitos do processo de urbanização pela análise do território paulista no período de construção de um Brasil industrial. Essa abordagem está apoiada na hipótese que considera os polos urbanos e eixos rodoviários elementos estruturantes da organização territorial do estado de São Paulo e que, orientados pela lógica da atividade industrial, constituem uma região qualificada para o desenvolvimento. A análise sobre a relação entre as ações planejadoras e a urbanização paulista comprova que as regionalizações administrativas e a provisão infraestrutural (principalmente rodoviária) gradativamente integraram-se no espaço influenciando a organização do território. Através dessas ações, entre os anos 1930 e 1960, as principais cidades constituíram-se em polos urbanos e as principais rodovias, em eixos de desenvolvimento caracterizando seu processo de urbanização. A associação entre os polos e os eixos pela permanência de ações planejadoras equipou uma região historicamente mais dinâmica, aqui denominada Região dos Vetores Produtivos, destinada às principais decisões locacionais produtivas. (AU)

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