Busca avançada
Ano de início
Entree

Grupos de interesse e política externa no Brasil: percepções e influência da comunidade judaica brasileira nas relações entre o Brasil e o Oriente Médio

Processo: 16/06212-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2016 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Guilherme Stolle Paixão e Casarões
Beneficiário:Guilherme Stolle Paixão e Casarões
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Grupos de interesse  Política externa do Brasil 

Resumo

As relações do Brasil com o Oriente Médio ganharam projeção - e suscitaram polêmicas entre círculos políticos e na grande imprensa - nos anos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2015). Nesta dimensão da atuação internacional do Brasil, em particular, começou-se a notar um ativismo incomum de grupos de interesse buscando modificar ou constranger as posições do governo brasileiro, com destaque à comunidade judaica brasileira e a segmentos da comunidade cristã-evangélica no país. O ineditismo deste fenômeno deve-se ao fato de que, com exceção da política comercial, grupos de interesse possuem entrada bastante limitada na formulação e na condução da política externa brasileira. Abre-se, a partir da análise deste processo, uma nova perspectiva sobre os estudos de política externa como política pública no Brasil. A pergunta que se coloca é: quais as percepções e estratégias de atuação da comunidade judaica brasileira a respeito da política externa do Brasil para o Oriente Médio nos últimos treze anos? O objetivo da pesquisa é duplo: em primeiro lugar, quer-se verificar em que medida a comunidade judaica é homogênea em suas posições com relação a problemas ligados a Israel, particularmente o relacionamento brasileiro com o Irã, com a Autoridade Palestina e com o próprio governo israelense. Em segundo lugar, deseja-se analisar os meios e estratégias pelos quais a comunidade judaica expressa suas posições de apoio ou contestação a decisões da política externa brasileira, valendo-se das instâncias organizadas (como a Confederação Israelita do Brasil e as Federações regionais), da pressão parlamentar e da aliança com grupos simpáticos a Israel, como algumas comunidades evangélicas, segmentos das Forças Armadas e determinados setores econômicos. Com isso, almeja-se mensurar a capacidade e o grau de influência da coalizão pró-Israel sobre as relações do Brasil com aquela região, jogando luz sobre as complexidades que pautam a formulação e implementação da agenda internacional brasileira. (AU)