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O desenho da casa-árvore-pessoa no contexto brasileiro: estudos de fidedignidade e validação

Processo: 16/10115-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Beneficiário:Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Augusto Pinto Junior ; Claudia Aranha Gil ; Helena Rinaldi Rosa ; Hilda Rosa Capelão Avoglia ; Maria Cecilia de Vilhena Moraes ; Marília Martins Vizzotto ; Paula Orchiucci Miura ; Paulo Francisco de Castro
Assunto(s):Diagnóstico psicológico  Validade  Desenho 

Resumo

O projeto visa realizar uma atualização da técnica do Desenho da Casa-Árvore-Pessoa (HTP), instrumento bastante empregado na avaliação psicológica, como revelam várias pesquisas. Será realizado um estudo sobre características formais e de conteúdo observadas nos desenhos do HTP realizados por diferentes grupos etários e clínicos. A amostra de indivíduos sem histórico de problemas de conduta ou outros, de natureza psicológica, contará com 600 participantes, de 6 a 80 anos de idade. Particular atenção será voltada para características do grafismo sob a perspectiva do desenvolvimento (crianças, adolescentes, adultos e idosos). Um estudo de tal amplitude é inédito em nosso país e mesmo em nível internacional. Um estudo de concordância entre juízes verificará a fidedignidade da avaliação dos diversos aspectos do desenho considerados; estudos de validação contarão com a participação de sete grupos clínicos compostos por 330 participantes com variadas condições, manifestações ou sintomas, a saber: (1) crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica (2) crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem (3) adolescentes infratores (em medida socioeducativa) (4) adolescentes que manifestam condutas de auto mutilação; (5) adultos e idosos com sintomas depressivos; (6) adultos com sintomas de ansiedade; (7) presidiários condenados por homicídio. Todos os desenhos dos 930 participantes serão analisados com base em categorização prévia definida a partir da literatura sobre a técnica. Os dados obtidos serão submetidos a tratamento estatístico voltado para identificar diferenças significativas na produção dos diferentes grupos clínicos e seus respectivos grupos controles. Outros instrumentos serão utilizados em cada um dos grupos clínicos e controles participantes, para estudos de validação por meio de comparações dos resultados: CDI (Questionário de Depressão Infantil), R2 (Teste de Inteligência), BAI (Inventário Beck de Ansiedade), BDI II (Inventário Beck de Depressão), GDS 15 (Escala de Depressão Geriátrica), EsAvI - A e B (Escala de Avaliação de Impulsividade A e B), Staxi 2 (Inventário de Expressão de Raiva - Traço e Estado). Pretende-se, como produto, apresentar um novo manual para o HTP e publicar artigos sobre os diversos resultados obtidos. Com isso, pretende-se propor a utilização mais fundamentada e atualizada dessa tradicional técnica empregada nos diferentes contextos que demandam uma avaliação psicológica mais aprofundada. Procura-se promover dessa forma a capacitação técnica dos profissionais na utilização das técnicas expressivas e, consequentemente, trazer contribuições à área do Psicodiagnóstico. (AU)