Busca avançada
Ano de início
Entree

Desenvolvimento de receptor GNSS L1 de alta acurácia e baixo custo para posicionamento geodésico

Processo: 16/08387-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geodésia
Pesquisador responsável:Danilo Aparecido Rodrigues
Beneficiário:Danilo Aparecido Rodrigues
Empresa:Geosurv Engenharia e Geomática Ltda. - ME
Município: São Paulo
Pesq. associados: Rodrigo de Sousa Pissardini
Assunto(s):Levantamentos geodésicos  Planejamento territorial urbano  Infraestrutura urbana  Sistema de posicionamento global (GPS) 

Resumo

As necessidades de posicionamento e do conhecimento da superfície terrestre são parte obrigatória de atividades modernas de mapeamento, levantamento geodésico para planejamento urbano e de obras de infraestrutura nas áreas de Engenharia Civil e de Transportes. Todo planejamento urbano e obras de infraestrutura ou qualquer outra implantação, serviço ou manutenção a ser realizada em uma determinada localização deve possuir um levantamento prévio de tais informações para a tomada de decisão. Uma das tecnologias que tem sido muito utilizada atualmente em diversas aplicações do conhecimento humano para obtenção de coordenadas de pontos da superfície é o GPS (Sistema de Posicionamento Global), mais recentemente, com o surgimento de sistemas semelhantes passou-se a ser denominado GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélites). O considerável aumento no uso dessa tecnologia se deve a diversos fatores, sendo os mais relevantes: praticidade, facilidade e rapidez. O posicionamento através do GNSS pode ser realizado a partir de diferentes técnicas e observáveis, as quais fornecem níveis de precisão que variam desde algumas dezenas de metros até poucos milímetros. No mapeamento a tecnologia GNSS é usada na determinação da posição geográfica e, em conjunto com um software que controla os dados coletados é possível alimentar um banco de dados pré-existentes ou a criar de um novo banco de dados, isso é denominado SIG (Sistema de informações Geográficas). Através do GNSS os mapas são feitos diretamente no campo para qualquer nível de detalhamento que se deseje (Segantine, 2001). O Mapeamento/SIG é de fundamental importância a tomada de decisão em empresas prestadoras de serviços essenciais tais como: energia elétrica, saneamento básico, gás entre outras. A precisão exigida neste tipo de trabalho deve ser melhor que 50 cm. No Brasil diferentemente dos EUA e dos países da Europa não possui nenhum sistema gratuito de correção diferencial via satélites geoestacionários como, por exemplo, o WAAS nos EUA e o EGNOS na Europa, que dependendo do equipamento utilizado pode possibilitar tais precisões diretamente em campo. Portanto o problema enfrentando no Mapeamento brasileiro é que a maioria dos produtos existentes atualmente só possui a possibilidade do uso pós-processado, ou seja, é necessário primeiramente coletar os dados em campo e, depois realizar o processamento destes no escritório com software específico, o que atrapalha o desenvolvimento do trabalho já que só será possível conhecer a qualidade do posicionamento após o processamento. Para ter a possibilidade de visualizar as informações relativas à precisão em campo, é necessário o alto investimento em receptores GNSS que possui a habilitação para trabalhar em tempo real, o denominado RTK, e que sejam equipados com modem GSM/GPRS interno para receber as correções RTK via NTRIP derivadas do serviço gratuito do IBGE denominado RBMC-IP. Em ambos os casos, tais equipamentos são importados, e possui plataforma de software proprietária para o controle dos receptores e para a manipulação e inserção dos dados e banco de dados pré-estabelecidos o que dificulta muito as empresas do setor de Mapeamento em colocar suas informações ou banco de dados específicos para a sua metodologia de trabalho. As vezes alguns fabricantes disponibilizam o Kit de desenvolvimento do software para que as empresas possam agregar as informações necessárias para coletar os dados dentro da aplicação do equipamento, porém isso tem um custo elevado. Este projeto propõe-se a desenvolver um receptor GNSS L1 RTK de alta acurácia com plataforma de software aberto para posterior desenvolvimento, este será desenvolvido em ambiente Android, de baixo custo e, atendendo todas às necessidades atuais de mapeamento e levantamento geodésico do mercado brasileiro. O projeto é uma parceria entre a empresa GeoSurv Engenharia e Geomática e o Laboratório de Topografia e Geodésia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. (AU)