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Papel da oxigenoterapia hiperbárica no controle de lesões cerebrais da hidrocefalia experimental

Processo: 16/11212-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Luiza da Silva Lopes
Beneficiário:Luiza da Silva Lopes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Helio Rubens Machado ; Omar Feres
Bolsa(s) vinculada(s):18/01222-0 - Papel da oxigenoterapia hiperbárica no controle de lesões cerebrais da hidrocefalia experimental, BP.TT
Assunto(s):Neurocirurgia  Hidrocefalia  Isquemia encefálica  Oxigenação hiperbárica 

Resumo

Doenças que atingem o sistema nervoso central (SNC) podem produzir consequências catastróficas, em especial quando atingem o encéfalo em desenvolvimento. Tais resultados implicam em disfunções não só aos indivíduos acometidos, mas também levam a transtornos emocionais e financeiros aos familiares e cuidadores, bem como significam gastos ao sistema de saúde. A hidrocefalia é uma das condições neurológicas mais comuns e complexas na prática clínica, e pode ser definida como uma alteração do fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR), dentro dos ventrículos. O tratamento comumente usado de hidrocefalia é cirúrgico, geralmente através da derivação liquórica. No entanto, uma vez que nem todos os pacientes podem ser tratados cirurgicamente imediatamente após o diagnóstico, medidas de neuroproteção vêm sendo estudadas. Com o aumento do volume liquórico, os tecidos encefálicos são sujeitos a forças de compressão e estiramento que conduzem à queda da circulação sanguínea local e dá início ao um processo isquêmico local. A lesão isquêmica encefálica é caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo e, com consequente redução na oxigenação dos tecidos circunjacentes. O objetivo deste trabalho será observar se a oxigenoterapia hiperbárica aplicada em ratos hidrocefálicos pode oferecer benefícios para as estruturas afetadas pela ventriculomegalia. Serão utilizados ratos Wistar com sete dias de idade submetidos à hidrocefalia por injeção intracisternal de caulim 10%. Os animais serão divididos em quatro grupos: controle (n = 10), controle tratado com oxigenoterapia hiperbárica (2 ATA/2h/dia) a partir do 8 ° dia de vida (n=10), hidrocefálico sem tratamento (n=10), hidrocefálico tratado com oxigenoterapia hiperbárica (2 ATA/2h/dia), a partir do 1º dia pós-indução (oito dias de idade) (n=10). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field, monitor automático de atividades, tarefa de reconhecimento de objetos e labirinto aquático de Morris), estudos histológicos, imunoistoquímicos com anticorpos anti-GFAP, -Ki67, -VEGF, -COX-2 e -HIF1-Alpha, e para e quantificação das proteínas GFAP, MBP, VEGF, COX-2 e HIF1-Alpha pelo método ELISA. Os resultados deste trabalho podem indicar se a oxigenoterapia hiperbárica exibe algum potencial para ser usada como tratamento complementar na hidrocefalia. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DA SILVA, STEPHANYA COVAS; FERES, OMAR; BEGGIORA, PAMELLA DA SILVA; MACHADO, HELIO RUBENS; MENEZES-REIS, RAFAEL; ARAUJO, JOAO EDUARDO; BRANDAO, RICARDO ANDRADE; LOPES, LUIZA DA SILVA. Hyperbaric oxygen therapy reduces astrogliosis and helps to recovery brain damage in hydrocephalic young rats. CHILD'S NERVOUS SYSTEM, v. 34, n. 6, p. 1125-1134, JUN 2018. Citações Web of Science: 0.

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