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High-rise living and the inclusive city

Resumo

Como podemos produzir metrópoles inclusivas, no contexto contemporâneo de uma crescente verticalização? Cidades mais verticais são capazes de acomodar crescimentos populacionais e prover habitação ao mesmo tempo em que limitam a espraiamento urbano. Em um contexto em que o capitalismo neoliberal, articulado a municipalidades, promove condições mais favoráveis à financeirização e ao controle do espaço das cidades, esta visão sobre a verticalização torna-se questionável. Hoje, edifícios verticais residenciais são mais do que uma mera solução projetual: são commodities utilizadas para a fixação dos fluxos de capital mundializado, numa ação conjunta entre mercado financeiro e Estado. Por meio do estudo da produção e vivência de edifícios verticais (high-rises), em um campo teórico-conceitual transdisciplinar, buscamos analisar as transformações urbanas recentes, sob a ótica da noção de inclusividade (inclusiveness) - como estado e processo, resultado ou condição para uma cidade igualitária. Questiona-se a inclusividade do espaço urbano contemporâneo suas urbanidades, transformações do espaço público e modos de vida. Este projeto está baseado em estudos de caso em Lyon e São Paulo, que elucidarão as diferentes formas de negociação local e global na produção da cidade. (AU)

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Cidades brasileiras estão mais verticais 
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