Busca avançada
Ano de início
Entree

Alterações genéticas e transcriptômicas, inflamatórias e de estado oxidativo em tabagistas e em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica

Processo: 15/10564-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Irma de Godoy
Beneficiário:Irma de Godoy
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Camila Renata Corrêa ; Mariana Gobbo Braz ; Renata Ferrari ; Suzana Erico Tanni Minamoto
Assunto(s):Estresse oxidativo  Tabagismo  Pneumologia  Hábito de fumar  Expressão gênica  Mediadores da inflamação  Doença pulmonar obstrutiva crônica 

Resumo

O tabagismo é uma doença crônica e a principal causa prevenível de morte no mundo e está relacionado a mais de 50 doenças, dentre elas a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A DPOC é definida como doença prevenível e tratável com efeitos sistêmicos que podem contribuir para a gravidade do paciente. Além da inflamação crônica, a apoptose, a degradação de matriz extracelular e a resposta imune são eventos importantes na patogênese da DPOC. Caracterização dos marcadores de estresse oxidativo e inflamação em tabagistas e pacientes com DPOC leve/moderada e a diferença entre os dois grupos têm potencial para contribuir para o entendimento da fisiopatologia da doença. Em pesquisa desenvolvida no curso de doutorado intitulada "Associação entre estresse oxidativo, inflamação e manifestações sistêmicas em tabagistas e pacientes com DPOC leve e moderado" (Protocolo CEP 4415-2012), avaliamos 32 tabagistas ativos (carga tabágica e 10 anos/maço) sem DPOC e 32 tabagistas ativos (carga tabágica e 10 anos/maço) ou ex-tabagistas com DPOC leve/moderado de ambos os gêneros, selecionados de forma consecutiva, entre aqueles que fazem acompanhamento no Ambulatório de Pneumologia e Ambulatório de Cessação do Tabagismo da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP). Trinta e dois indivíduos não tabagistas constituíram o grupo controle do estudo. Os marcadores de estresse oxidativo estão aumentados e são similares em tabagistas ativos e pacientes com doença leve quando comparados aos controles; entretanto, o aumento do receptor do fator de necrose tumoral alfa - TNFR2 foi um marcador de DPOC precoce. Neste estudo não avaliamos as diferentes vias de expressão gênica e sua associação com a inflamação sistêmica e o estresse oxidativo no sangue periférico de tabagistas sem obstrução e com DPOC leve e moderado. A hipótese do atual estudo é que tabagistas e pacientes com DPOC leve/moderado apresentam alterações específicas na expressão de transcritos no sangue periférico, que permitam identificar diferenças entre tabagistas e pacientes com obstrução leve/moderada, e poderiam ser utilizados, futuramente, como marcadores genéticos de risco e de evolução da doença. A proposta atual irá analisar o material biológico (sangue venoso periférico) coletado no estudo de doutorado resumido acima. (AU)