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MicroRNAs circulantes como marcadores moleculares preditivos de resposta ao estímulo ovariano controlado

Processo: 16/08145-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de março de 2017 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Edson Borges Junior
Beneficiário:Edson Borges Junior
Empresa:Embriofert Clínica Médica Hospitalar Ltda
Município: São Paulo
Pesq. associados: Amanda Setti Raize ; Daniela Paes de Almeida Braga Mattar ; Murilo Vieira Geraldo ; Rita de Cássia Savio Figueira
Assunto(s):Biomarcadores  MicroRNAs  Infertilidade feminina  Doenças ovarianas  Oócitos  Gravidez 

Resumo

A infertilidade conjugal, definida como a incapacidade de conceber após um ano de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos, acomete por volta de 15% dos casais em idade reprodutiva. A recuperação de oócitos após estímulo ovariano controlado (EOC) e subsequente Injeção Intra-Citoplasmática de Espermatozoides (ICSI) apresenta resultados satisfatórios dentre as atuais técnicas de Reprodução Humana Assistida (RHA). No entanto, observa-se uma resposta bastante variada aos protocolos de EOC atuais, desde ausência até condição de hiperestímulo. Atualmente, a dosagem de marcadores séricos contribui para a otimização do protocolo de EOC e melhora da qualidade oocitária, no entanto uma parcela de cancelamento de ciclo de RHA e eventuais complicações clínicas são observados. Estudos recentes sugerem o papel biológico de microRNAs (miRNAs) no controle da função ovariana, como a expressão alterada de miRNAs em disfunções ovarianas, como Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e Falência Ovariana Precoce (FOP). Desta forma, este estudo tem como objetivo avaliar o potencial preditivo de miRNAs circulantes em soro de pacientes submetidas a ciclos de RHA, para o potencial de reposta ao EOC . Para tanto, sangue periférico será obtido anteriormente ao início do tratamento (n=45). Após o EOC, as amostras de soro das pacientes serão dividas em três grupos: grupo normorespondedora (NR, n=15); grupo com hiperestímulo (Hiper, n=15) e grupo com baixa resposta ao estímulo (Pobre, n=15). Pequenas frações de RNAs será isolada do soro destas amostras e será submetida à detecção de miRNAs em larga escala por PCR Quantitativo em Tempo Real. Um grupo de miRNAs diferencialmente expressos será selecionado para validação posterior em uma coorte independente de pacientes. Visamos obter uma assinatura molecular de miRNAs capaz de identificar pacientes com alterações na resposta ao EOC, contribuindo com a otimização dos protocolos de estimulação ovariana. A personalização do tratamento de fertilidade levará à melhoria da taxa de recuperação de oócitos após o EOC e à diminuição do cancelamento de ciclos de fertilização assistida e eventuais complicações clínicas derivadas do hiperestímulo. (AU)