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O Cinema Épico de Manoel de Oliveira

Resumo

As reflexões que neste volume se articulam são resultantes de seis anos de estudo analítico da obra do cineasta português Manoel de Oliveira (1908-2015), com enfoque nas relações que a sua produção cinematográfica estabelece com a literatura e, em especial, com o teatro. Pretendemos mostrar que, guardadas as devidas proporções quanto ao intuito político de um e de outro artista, a estética cinematográfica de Oliveira apoia-se em procedimentos disjuntivos similares aos que vemos no teatro de Bertolt Brecht (1898-1956). Mas a via pela qual caminhamos é sinuosa. Do ponto de vista que adotamos, Oliveira extrai (tacitamente) de Brecht um método que o próprio Brecht terá sistematizado depois de o ter haurido, possivelmente, do cinema socialista de Sergei Eisenstein (1898-1948), cuja teoria da montagem cinematográfica é confessadamente tributária das experiências - nomeadamente da chamada "montagem de atrações" - que o artista soviético, antes de enveredar decididamente pela sétima arte, tivera como cenógrafo e encenador. Mexemos, deste modo, num cadinho em que se misturam cinema, teatro e política (em diversos níveis) para assim tentar compreender, à luz da leitura interdisciplinar, a singularidade desta obra de uma linguagem densa - que raramente prescinde da palavra literária -, elaborada e amadurecida ao longo de mais de um século de experimentos - alguns extremamente arrojados - no âmbito da realização cinematográfica: o cinema de Manoel de Oliveira. (AU)

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