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Movimento do verbo e arquitetura da oração no português de Angola e no de Moçambique: uma abordagem cartográfica

Processo: 16/20853-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2017 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Aquiles Tescari Neto
Beneficiário:Aquiles Tescari Neto
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Verbo  Advérbio  Língua portuguesa  Português de Angola  Português de Moçambique  Oração (gramática) 

Resumo

A tradição pollockiana assume que os advérbios ocupam posições fixas na oração e que o verbo temático (V) e outros constituintes se deslocam pela sentença (Pollock, 1989). Assim, os advérbios são comumente utilizados como diagnósticos para a subida do V. O objetivo desta pesquisa, ao assumir o Programa Cartográfico, é estudar o movimento do V em duas variedades lusófonas: o português moçambicano (PM) e o angolano (PA), utilizando a posição dos sintagmas adverbiais (AdvPs) relativamente ao V como diagnóstico. Partindo da premissa de que a flexão seria um espaço constituído por cerca de 30 projeções funcionais (Cinque, 1999), busca-se entender a qual projeção o V se move. A escolha dessas duas variedades lusófonas se deve principalmente a duas razões: (1) trata-se de variedades ainda pouco descritas no que diz respeito à estrutura da oração e o movimento do V; (2) o estudo da subida do verbo à flexão, em perspectiva comparativa, poderia permitir uma compreensão mais aprofundada dos fatores motivadores desse movimento. Para a análise dos dados, será feita uma investigação preliminar da validade da hierarquia de Cinque nas duas variedades, com base em testes envolvendo dois AdvPs de classes semânticas distintas por vez nas duas ordens possíveis. Em um segundo momento, pretende-se testar a posição do V (finito, infinitivo, do particípio e do gerúndio) relativamente aos AdvPs da hierarquia de Cinque. Espera-se com isso (i) entender o que motiva o movimento do verbo em PA e PM, (ii) bem como precisar as diferenças em relação à altura de pouso do V nessas variedades. Busca-se também entender possíveis relações entre os padrões observados no movimento do V e outros fenômenos da sintaxe do PA e do PM. (AU)