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Análise de miRNAs no plasma de pacientes em pré-operatório de cirurgia cardiovascular que evoluíram para a síndrome vasoplégica

Processo: 16/23630-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2017 - 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Fabio Biscegli Jatene
Beneficiário:Fabio Biscegli Jatene
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Edecio Cunha Neto ; Jorge Elias Kalil Filho ; Ludmila Rodrigues Pinto Ferreira Camargo ; Luis Alberto Oliveira Dallan ; Omar Asdrúbal Vilca Mejía
Assunto(s):Biomarcadores  Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares  MicroRNAs  Doenças cardiovasculares  Vasoplegia 

Resumo

As doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por cerca de 20% das mortes no Brasil em indivíduos acima de 30 anos. Em 2014 foram realizadas 92 mil cirurgias cardíacas no país. Normalmente este tipo de cirurgia utiliza a circulação extracorpórea (CEC), desvio da circulação sanguíneas dos pulmões e do coração para a máquina coração-pulmão artificial, que mantém as funções cardiocirculatórias e realiza a oxigenação do sangue. Apesar de viabilizar vários tipos de cirurgias cardíacas de grande porte, o uso da CEC pode causar efeitos colaterais graves, como a síndrome pós perfusão ou vasoplégica (SV). Esta, também conhecida como vasoplegia, se caracteriza por quadro de débito cardíaco aumentado, hipotensão, resposta inflamatória sistêmica e resistência vascular diminuída acometendo com frequência (incidência de 9 a 44%) pacientes no pós-operatório de cirurgias cardíacas e com uma alta mortalidade de 27%. Os tratamentos para a SV são limitados e muitas vezes ineficazes. Incluem como principais medicamentos a noradrenalina, a vasopressina e o azul de metileno. Outra dificuldade encontrada pelo cirurgião é a de estabelecer um fator preditivo para a SV. Sistemas preditores de risco que utilizam pontuação (score) e que já são bem validados como o EuroSCORE (European System for Cardiac Operative Risk Evaluation) para mortalidade geral em cirurgia cardíaca, não foram validados para a SV. Muito tem se estudado sobre a utilização de biomarcadores como fatores de predição/prognóstico assim como na melhora do poder preditivo dos sistemas de pontuação já utilizados. MicroRNAs (miRNAs ou miRs) são moléculas de RNA não codificadoras que controlam a expressão gênica no ambiente intracelular e estão presentes circulantes em vários fluidos orgânicos como o sangue periférico, podendo ser utilizadas como biomarcadores de várias patologias, entre elas as DCVs. Apesar da existência de inúmeros trabalhos que demonstram a importância dos miRNAs no desenvolvimento de DCVs ainda não há trabalhos que abordam o tema na SV. Portanto, o objetivo do projeto é identificar a presença de miRNAs plasmáticos que estejam alterados em pacientes em pré-operatório de cirurgia cardiovascular e avaliar se esses miRNAs podem ser utilizados como biomarcadores preditores de mortalidade por SV. (AU)