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Práticas inclusivas em escolas transformadoras: acolhendo o aluno-sujeito

Processo: 16/22717-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de abril de 2017 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Maria Cristina Machado Kupfer
Beneficiário:Maria Cristina Machado Kupfer
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Educação especial  Transtorno autístico  Desenvolvimento infantil  Psicanálise 

Resumo

Os textos aqui apresentados buscaram não apenas contemplar os fundamentos de uma visão contemporânea da inclusão, mas também as articulações desses fundamentos com as práticas inclusivas que algumas escolas já vêm adotando e ampliando.Há um fio condutor que atravessa e alinhava os textos deste livro, sejam quais forem suas filiações teóricas ou profissionais: todos estão buscando orientar-se por uma visão precisa de sujeito. Os autores aqui presentes sabem que as crianças em situação de inclusão não são apenas um conjunto de feixes de nervos, músculos e ossos comandado por comportamentos automáticos a serem condicionados, adaptados e canalizados; as crianças-sujeito são habitantes desse corpo ao mesmo tempo que habitados por ele, e não existem sem que um laço com os outros as constitua, as mantenha e lhes dê um sentido marcado pelo desejo. Levar em conta, dar ouvidos - escutar esses sujeitos -, dar voz a esses sujeitos - fazê-los dizer - é o norte da reflexão e da ação que orienta os autores aqui presentes, na discussão de práticas inclusivas. Ao propor a escuta e o dizer como fundamentos de sua prática, estão posicionados da perspectiva de dar acolhida ao modo próprio de ser de cada criança-sujeito, renunciando assim ao furor da transformação do aluno em um ser dócil a qualquer preço. Por isso, o subtítulo do livro ressalta o acolhimento do aluno-sujeito.Poderá ser ainda encontrada, neste livro, a aposta de que uma escola é capaz de tornar-se protagonista da inclusão que realiza e construir suas próprias bases. Mais do que obedecer à lei da inclusão, uma escola pode transformar a prática inclusiva em uma oportunidade para ser protagonista de seu projeto inclusivo, transformando-se e tornando-se ao mesmo tempo agente de transformação social.Por que a expressão "práticas inclusivas"? São aquelas que incluem todas as crianças, já que todas precisam ser incluídas. Isso não significa que não haja crianças enfrentando mais dificuldades para serem incluídas, seja porque não podem, seja porque não lhes oferecem as condições necessárias, seja porque não querem. Há particularidades no modo como as crianças ditas com TEA se apresentam na escola e uma das mais importantes é sua auto-exclusão. Assim, elas exigem da escola a criação de estratégias de inclusão específicas para elas, para cada uma delas.Na Parte I deste livro, apresenta-se a Metodologia ECE, que se baseia no estudo de caso da escola. Ela começa com a proposição de princípios orientadores das práticas inclusivas. Os princípios são fundamentos éticos e psicanalíticos que podem orientar o trabalho em uma escola inclusiva. Ainda na Parte I, apresentam-se os eixos teóricos de leitura da criança; essa seção termina com a proposição de estratégias escolares baseadas tanto nos princípios como nos eixos teóricos apresentados.Na seção Temas atuais para escolas inclusivas o leitor encontrará uma seleção dos temas que mais têm ocupado os atores das práticas inclusivas: aquisição da escrita, a criança no grupo-classe, escola e família, o trabalho com professores inclusivos, flexibilização curricular, entre outros.Há finalmente o relato de experiências inclusivas de sete escolas paulistas. Nesses textos, os autores passearam pelos princípios, pelos eixos, pelos textos teóricos e pelas estratégias que estão apresentados neste livro, revisitaram sua história de escola inclusiva e construíram textos que mostram suas práticas inclusivas hoje. Algumas se detiveram nos princípios, outras nos eixos, outras nas estratégias e outras ainda nos textos teóricos, percorrendo com liberdade e criatividade esse material, apresentando-se assim como protagonistas de sua história. (AU)

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