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Nanofibras de biocelulose: uma nova geração de materiais para aplicações na liberação de fármacos

Resumo

Os excipientes farmacêuticos são substâncias de elevado destaque na composição de formas farmacêuticas, uma vez que entre suas diferentes funções podem ser empregados para o controle temporal e/ou espacial da liberação de fármacos, garantindo ao paciente melhor qualidade de vida devido à redução dos efeitos colaterais e das administrações ao longo do dia. A busca por novos excipientes que possibilitem o aumento da biodisponibilidade e do efeito terapêutico de fármacos já existentes têm sido alvo de intensa pesquisa nos últimos anos, surgindo nesse contexto uma importante alternativa aos excipientes tradicionais: a utilização de nanofibras de celulose bacteriana (CB). Estas apresentam escala nanométrica, elevada cristalinidade e alta quantidade de grupamentos hidroxílicos em sua superfície, sendo o fator mais importante da sua utilização como excipiente, o fato de após a remoção de água pelo processo de secagem por spray-drying, uma rede de nanofibras bastante emaranhada e densa é formada através do estabelecimento de interações entre as fibras vizinhas por pontes de hidrogênio, constituindo um processo irreversível e que deve contribuir significantemente para o efetivo aprisionamento do fármaco na matriz e o controle das taxas de liberação por um período prolongado de tempo. Nesta fase 1, os excipientes (pós) e microcápsulas (contendo fármacos hidrofílico e hidrofóbico) baseados em nanofibras de biocelulose serão produzidas a nível laboratorial através da metodologia do spray dryer e avaliadas por métodos físico-químicos e de performance para comprovação da sua eficácia. A partir deste fase inicial, espera-se obter um novo, promissor e multifuncional excipiente farmacêutico para o delineamento de diferentes tipos de sistemas (micro/nanopartículas, comprimidos matriciais, film-coating, dentre outros) com excelentes propriedades mecânicas, de barreira, além de elevado potencial mucoadesivo. (AU)

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