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Estado, planejamento e habitação no Brasil pós-1964: a consolidação da forma urbana conjunto habitacional

Resumo

Com este projeto, propomo-nos finalizar pesquisa em andamento junto ao IAU-USP desde 2014, aprofundando a compreensão da produção habitacional no Brasil no "segundo ciclo ideológico do desenvolvimentismo" (BIELSCHOWSKY, 2000) a partir de 1964 até seu esgotamento no início da década de 1980. Nesse marco, temos trabalhado em torno da ideia da redução de potência do projeto moderno na produção de habitação e cidade, a partir da nova institucionalidade da política urbana e habitacional instalada de 1964 a 1986, baseada no quadro Sistema Financeiro da Habitação/Banco Nacional de Habitação/Companhias de Habitação (SFH/BNH/COHABs). A forma urbana conjunto habitacional perde a diversidade urbanística e arquitetônica do período anterior (1930-1964), com produção dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) e da Fundação da Casa Popular (FCP), no "primeiro ciclo ideológico do desenvolvimentismo", segundo o mesmo autor. O caráter extensivo dos conjuntos das COHABs torna-se a marca indelével na expansão urbana do período, sobretudo para as cidades metropolitanas, como já pudemos constatar ao estudar o fenômeno nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas, Ribeirão Preto e Bauru. Neste projeto, com reflexão sobre a relação entre Estado e planejamento, por um lado, e sobre a crise do movimento moderno, por outro, buscamos articular os conhecimentos da história, da economia, da sociologia, da geografia, da filosofia política, da arquitetura e do urbanismo, no sentido de dar densidade à abordagem da produção habitacional no período militar, buscando articular o entendimento da crítica construída sobre ela com a compreensão sobre o desenvolvimento nacional e o papel da cadeia da construção civil na redução da qualidade arquitetônica nos projetos de habitação social. (AU)