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Educação pós-secundária e não-universitária nos Estados Unidos: community colleges, formação da força de trabalho e transformações na estrutura ocupacional (1990-2016)

Processo: 16/22346-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Políticas Públicas
Pesquisador responsável:Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes
Beneficiário:Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Educação  Ensino vocacional  Ensino superior  Estados Unidos  França (país) 

Resumo

A proposta visa examinar recentes desenvolvimentos dos programas de "workforce development" envolvendo community colleges (CCs), na fronteira do ensino médio com o superior. Conforme indicamos em trabalhos anteriores, essa inclinação já era forte na fase de implantação dos CCs, no começo do século XX. Aparentemente, ela tem sido estimulada por diferentes motivos agora, um século mais tarde, a tal ponto que o número de estudantes matriculados em programas dessa natureza já equivale aos matriculados em cursos regulares visando obter diplomas de ensino superior curto (advanced degree). Procuramos investigar as raízes do estimulo a tais programas, por parte dos governos estaduais e do governo federal. Além disso, é relevante compreender suas dificuldades e seus resultados, bem como o impacto dessas iniciativas no debate já antigo sobre o "ensino vocacional", seus métodos, públicos e conteúdos. Nos últimos 30 anos, têm-se afirmado com frequência que uma nova configuração do mundo do trabalho exigiria um também novo desenho dos sistemas de ensino e aprendizagem. Essa mudança implica repensar não apenas "o que" se ensina, mas também "a quem" e "como", com implicações que atingem, ainda, as chamadas profissões "letradas" (como medicina e direito, por exemplo). Assim, a pesquisa que propomos avança, adicionalmente, para o estudo desse debate, numa sorte de "estado da arte", que permitiria discutir consequências para o conjunto da educação superior. A investigação parece útil para compreender o "caso" americano, mas, ao lado disso, pode enriquecer o debate brasileiro sobre o tema. Registro, ademais, que se trata de parte de um programa mais amplo, o desenvolvimento do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu), apoiado pela FAPESP e pelo CNPq. (AU)