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"Nanorepelente" natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya

Processo: 16/06103-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Amanda Luizetto dos Santos
Beneficiário:Amanda Luizetto dos Santos
Empresa:Nanomed Nanotecnologia em Saúde e Bem-Estar Ltda
Município: São Carlos
Pesq. associados:Cristina Aparecida Diagone Fontana de Souza ; Thiago Cardoso Cruz
Bolsa(s) vinculada(s):18/13617-0 - "nanorepelente" natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, BP.TT
18/04991-5 - Nanorepelente natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, BP.TT
17/21070-8 - Nanorepelente natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, BP.TT
17/09115-6 - Nanorepelente natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, BP.TT
Assunto(s):Nanopartículas  Nanotecnologia  Óleos essenciais  Repelentes de insetos  Vírus Zika  Dengue  Febre de Chikungunya 

Resumo

O Ministério da Saúde estima que em 2015 os casos de Zika no Brasil estiveram entre 500 mil e 1,5 milhão, com estimativa de 3-4 milhões de casos em 2016 para o continente americano, sendo 1,5 milhão destes no Brasil, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde. O número de mortes ou alterações no sistema nervoso apontam um aumento de casos notificados, sendo investigados pelo Ministério da Saúde 3.670 mil casos suspeitos de microcefalia, com 404 casos já confirmados e outras alterações neurológicas. O aumento nos casos de microcefalia no Brasil causados pelo Zika, somados aos casos de dengue e chikungunya desencadearam uma emergência nacional de saúde a fim de combater o mosquito Aedes aegypti e evitar as doenças adquiridas por este vetor, e por consequência, suas sequelas. No momento, muitos grupos estão desenvolvendo vacinas para zika, e já existem projetos bem sucedidos para com dengue como, o Instituto Butantã e a Sanofi Pasteur, cuja vacina já está registrada no Brasil. A imunização é uma alternativa muito interessante, contudo, existem problemas importantes associados as vacinas como, não pode ser usada por gestantes, além de ser uma técnica invasiva e dolorida. Os repelentes tópicos são uma opção acessível e aceitável pela população para se proteger desta epidemia, especialmente em gestantes. Em 2015, o Brasil tornou-se o quarto maior mercado do mundo em consumo de repelentes tópicos, atrás de Estados Unidos, Canadá e Argentina. As vendas registradas neste período tiveram aumento de faturamento de R$ 145,4 milhões para R$ 217,4 milhões, o maior valor da história da categoria, com previsão de avanço para 2016. Atualmente, existem disponíveis no mercado nacional repelentes sintéticos e naturais, dos quais o mais usado é a base de DEET (N,N- dietil-m-toluamida) devido a sua eficiência e persistência na pele. Entretanto, o DEET apresenta pequeno espectro de repelência e riscos de toxicidade a saúde. Em substituição ao DEET existem produtos no mercado a base de icaridina/picaridina e IR3535®, os quais apresentam toxicidades menores e eficácia melhor que o DEET, mas atendem as exigências de longa duração e/ou baixo risco a saúde desejáveis, além de não conseguirem suprir o tamanho deste mercado. O óleo de cravo da índia tem como constituinte majoritário o eugenol, conhecido por sua pronunciada atividade repelente contra mosquitos e artrópodes, de magnitude comparada ao repelente de referência DEET. Entretanto, a mesma característica que confere a atividade repelente, é um ponto negativo no desenvolvimento repelentes a base de eugenol, devido as perdas por volatilização e degradação oxidativa.O uso de sistemas com liberação lenta vem se mostrando uma alternativa cada vez mais utilizada, os quais usam geralmente o encapsulamento de ativos em matrizes poliméricas ou em meios viscosos promovendo uma difusão mais lenta no meio. O desenvolvimento de sistemas com uma elevada capacidade de encapsulação e baixa toxicidade podem ser alcançados com o uso de nanotecnologia. Recentemente, vários nanossistemas têm sido utilizados na medicina, para encapsular inúmeros princípios ativos, que uma vez inseridos no sistema vivo, podem ser liberados de maneira seletiva e sustentada. Estes sistemas vem despertando cada vez mais interesse no desenvolvimento de produtos lábeis e voláteis, especialmente pela proteção do ativo em suas matrizes. A obtenção de nanossistemas de eugenol possibilita seu encapsulamento em partículas em escala nanométrica e micrométrica, fazendo uso de polímeros naturais. Ensaios preliminares indicaram que as partículas de eugenol tem grande potencial como repelente, atendendo as exigências de órgão reguladores como Anvisa e EPA. Dessa forma, acredita-se que ao término do presente projeto será possível a obtenção do primeiro nanorepelente de longa ação, natural e toxicidade reduzida, o que significa significa tranquilidade para a população e redução de despesas relacionadas ao tratamento. (AU)

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