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Culturas juvenis, novos e multiletramentos e currículo do ensino médio: diálogos possíveis

Processo: 16/18312-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Aplicada
Pesquisador responsável:Jacqueline Peixoto Barbosa
Beneficiário:Jacqueline Peixoto Barbosa
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Currículo de ensino médio 

Resumo

O presente Projeto visa contribuir com a perspectiva de renovação do ensino médio, no que diz respeito à proposição e desenvolvimento de propostas curriculares que possam contribuir com a permanência do jovem na escola, com a equidade, com a melhora na qualidade de ensino, sobretudo no que diz respeito a possibilitar uma efetiva participação dos jovens nas práticas letradas contemporâneas. Mais especificamente a pesquisa pretende articular os campos de estudo sobre jovens/juventude/culturas juvenis e participação com os campos de estudo sobre currículo e sobre os novos e os multiltramentos (Knobel & Lankshear, 2007, no primeiro caso, e Grupo de Nova Londres, 2006, no segundo), com vistas a produzir sínteses que extrapolem levantamentos de representações e expectativas dos jovens em relação à escola, na direção de fomentar o currículo escolar propriamente dito - tanto em termos da criação coletiva de projetos que levem em conta os novos e multiletramentos, quanto em termos de sua efetivação. Para tanto, pretende-se fazer uma pesquisa documental, tomando como objeto de análise propostas curriculares e programas educacionais voltados para o Ensino Médio.Assim, levando em conta a advertência feita por Hoppenhayn, apud Martin-Barbero (2008) - que considera que estamos diante de uma juventude mais objeto de políticas do que sujeito-ator de mudanças -, a presente pesquisa pretende mapear concepções de jovens e juventudes que variam de um espectro que vai da plena afirmação das negatividades - sujeitos inadequados, problemáticos, com potencial para violência, incapazes de decidir etc. - até os discursos apoteóticos que orbitam em torno da ideia de futuro da nação (Reguillo 2012). Ainda com Reguillo e a referência a autores como Feixa, Borelli e Freire Filho, o conceito de culturas juvenis também será revisitado.De igual maneira, pretende-se discutir alguns dos sentidos de participação em disputa, que segundo Alvarado, Botero y Ospina (2012) circulam entre pelo menos duas tendências: uma que priorizaria os aspectos formais da participação política, que se colocaria como desdobramento ou concretização da própria essência da democracia e da configuração do Estado-nação, mas que se orienta pela adaptação e pela manutenção do status quo, e outra tendência que seria mais sociocêntrica e que destaca as mediações e produções culturais e os processos comunicativos.Seja pela via da discussão sobre participação, seja pela via da consideração das culturas juvenis ou ainda pela consideração das práticas de linguagem em circulação, os novos e multiletramentos reclamam seu lugar na escola, que, na maioria das vezes, ainda centra seu currículo nos letramentos da letra. Por essa razão, cabe também uma explicitação de postulações gerais de teorias que tematizam os novos e multiletramentos. Dessas matrizes teóricas pretende-se extrair categorias que permitam analisar documentos curriculares e programas voltados para o ensino médio. Espera-se que dessas análises possam derivar apontamentos, reflexões e recomendações que norteiem o desenvolvimento curricular da área de linguagem no ensino médio, na direção da construção de currículos situados e orientados mais pela formação de sujeitos-atores e menos pela ideia de sujeitos-objetos de políticas públicas preventivas, compensatórias ou propedêuticas. (AU)