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Microevolução de mosquitos Anopheles cruzii (Diptera: Culicidae)

Processo: 16/16647-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2017 - 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Mauro Toledo Marrelli
Beneficiário:Mauro Toledo Marrelli
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:André Barretto Bruno Wilke
Assunto(s):Morfometria  Repetições de microssatélites  Mosquitos 

Resumo

No Brasil a malária ocorre em dois padrões epidemiológicos distintos: malária na região Amazônica transmitida principalmente pelo mosquito Anopheles darlingi, e malária na região de Mata Atlântica, transmitida principalmente pelo mosquito Anopheles cruzii. Estudos recentes encontraram alta prevalência de indivíduos que entraram em contato com plasmódios entre doadores de sangue na área metropolitana de São Paulo, bem como mosquitos An. cruzii infectados com plasmódios em fragmentos de Mata Atlântica. Estudos sobre o comportamento do An. cruzii sugerem um padrão epidemiológico bem definido: indivíduos coletados na copa das árvores mantém um ciclo zoonótico de malária em símios, porém sem casos humanos; indivíduos coletados no nível do solo mantém um ciclo enzoótico fazendo repasto sanguíneo tanto em símios quanto em humanos, resultando na presença de casos humanos de malária. O padrão encontrado entre as populações de An. cruzii presente na copa e no solo leva a crer que há uma estruturação bem delimitada em duas populações distintas com claras implicações epidemiológicas. O relativo baixo número de casos, aparentemente, pode ser explicado pela relação entre An. cruzii que vivem na copa das árvores e não fazem repasto sanguíneo em humanos, prevenindo assim um surto de malária, porém este paradigma está ruindo como consequência de processos de urbanização e desmatamento. Não existem estudos sobre genética de populações desta espécie e a relação entre sua estruturação populacional e padrões epidemiológicos permanece desconhecida. Com base na importância epidemiológica intrínseca entre a transmissão de malária e mosquitos An. cruzii, o objetivo deste projeto é analisar a estrutura populacional de mosquitos An. cruzii provenientes da Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, e do Parque Estadual da Cantareira, localizados no município de São Paulo utilizando loci microssatélites e morfometria geométrica alar. A correlação entre estruturação populacional, e variáveis exógenas e endógenas pode levar ao melhor conhecimento da dinâmica populacional do An. cruzii e consequentemente do processo de transmissão da malária nos três estratos de urbanização (urbano, peri-urbano e silvestre). Fatores que representam um desafio para a manutenção da eficácia das intervenções de controle. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Urbanização altera forma das asas de mosquitos 
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