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Avaliação dos efeitos do 17²-estradiol na lesão hepática pela oclusão total da porção proximal da aorta descendente em ratos machos

Processo: 16/14025-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2017 - 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Dias
Beneficiário:Ricardo Ribeiro Dias
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Cristina Breithaupt Faloppa ; Luiz Felipe Pinho Moreira ; Marcelo Luiz Peixoto Sobral ; Paulina Sannomiya
Assunto(s):Fígado  Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares  Ratos  Microscopia intravital 

Resumo

As doenças da aorta apresentam elevada morbimortalidade e são responsáveis por parcela significativa dos óbitos por doenças cardiovasculares. A abordagem cirúrgica, muitas vezes, necessita de parada circulatória sistêmica em níveis variados de hipotermia, por tempo, às vezes, prolongado. Como consequência deste período de isquemia no seguimento corpóreo perfundido pela aorta torácica distalmente à artéria subclávia, podem ocorrer diversas complicações relacionadas ao conhecido fenômeno de lesão por isquemia e reperfusão (I/R). A lesão por I/R hepática, frequentemente presente neste tipo de operação, resulta em graus variados de sangramento operatório secundário a coagulopatia com impacto direto no resultado da operação. Nas lesões hepáticas por I/R, observa-se em sua microcirculação importantes alterações. Os diferentes mecanismos demonstrados que contribuem para a manifestação desta lesão são o estresse oxidativo, a inflamação e dano mitocondrial, a ativação da célula de Kupffer, o dano endotelial, a liberação anormal de óxido nítrico (ON), a vasoconstrição e inadequada vasodilatação devido à diminuição de ON. A lesão I/R hepática triga a cascata de mediadores inflamatórios e células de Kupffer que ativadas promovem a liberação de citocinas pró-inflamatórias, incluindo o fator de necrose tumoral (NFT-a) e a interleucina-6. Estas citocinas aumentam a resposta inflamatória que resulta na disfunção hepatocelular devido à necrose e/ou apoptose hepática. Com o objetivo de reduzir esses efeitos deletérios, busca-se identificar mecanismos que reduzam essa lesão tecidual. Opções como o pré-condicionamento isquêmico regional ou remoto, a hipotermia e o uso de drogas já foram testados.Esse estudo tem como objetivo avaliar os benefícios do uso endovenoso do 17²-estradiol nas alterações do fluxo plaquetário na microcirculação hepática induzidas pelo fenômeno I/R, secundárias a oclusão da aorta descendente proximal e analisar as possíveis alterações da coagulação secundárias a essas situações.Serão utilizados 40 ratos Wistar machos divididos em 4 grupos de 10 animais que serão submetidos à manipulação cirúrgica com indução da lesão de isquemia e reperfusão, com e sem infusão endovenosa de 17²-estradiol. Inicialmente o sangue será coletado e as plaquetas preparadas para o estudo. Mantido os parâmetros hemodinâmicos e gasométricos desejados, serão analisados: 1 - Marcadores de lesão hepática (enzimas hepáticas); 2 - Avaliação da perfusão hepática (microscopia de fluorescência intravital e perfusão sinusoidal); 3 - Avaliação da resposta vascular a I/R no fígado (imunohistoquímica para pesquisa de iNOS, eNOS e endotelina, avaliação das citocinas pró-inflamatórias IL1Beta; TNF-alfa e interferon (IFN)-y, imunohistoquímica para pesquisa de moléculas de adesão, grau de lesão celular (Apoptose hepatocelular) - atividade da caspase-3 (pró-apoptótica) e BCL2 (antiapoptótica) e 4 - Avaliação da lesão hepática e consequente alteração da coagulação (coagulograma, contagem de plaquetas e tromboelastometria). (AU)